Cálculo de Acurácia: VP, FN, FP, VN em Testes

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2016

Enunciado

Sabendo que a prevalência, na cidade de São Paulo, para Hepatite C, é de 3,0% em adultos acima de 30 anos de idade, calcule o número de Verdadeiro-positivos, Falso- negativos, Falsopositivos e Verdadeiro-negativos em um rastreamento de 10.000 pessoas acima de 30 anos com as mesmas características da população acima, considerando que o teste anti-HBc tenha uma sensibilidade de 99% e uma especificidade de 99,6%.

Alternativas

  1. A) 300, 3, 297 e 9.700.
  2. B) 201, 99, 900 e 9.100
  3. C) 297, 3, 39 e 9.661.
  4. D) 300, 9, 970 e 8730.

Pérola Clínica

Cálculos epidemiológicos: Prevalência x População = Doentes. Sensibilidade = VP/Doentes. Especificidade = VN/Não-doentes.

Resumo-Chave

Para calcular VP, FN, FP e VN, comece determinando o número de doentes e não-doentes na população usando a prevalência. Em seguida, aplique a sensibilidade aos doentes para encontrar VP e FN, e a especificidade aos não-doentes para encontrar VN e FP.

Contexto Educacional

O cálculo de Verdadeiro-positivos (VP), Falso-negativos (FN), Falso-positivos (FP) e Verdadeiro-negativos (VN) é um pilar fundamental da epidemiologia e da avaliação de testes diagnósticos. Compreender como esses valores são derivados a partir da prevalência da doença, sensibilidade e especificidade do teste é crucial para interpretar corretamente os resultados de rastreamento e diagnóstico na prática clínica e em saúde pública. Para realizar esses cálculos, inicia-se determinando o número total de indivíduos doentes e não-doentes na população, com base na prevalência. Em seguida, a sensibilidade do teste é aplicada ao grupo de doentes para encontrar os VP e FN. A especificidade é aplicada ao grupo de não-doentes para determinar os VN e FP. É comum organizar esses dados em uma tabela de contingência 2x2 para facilitar a visualização e o cálculo. A importância desses cálculos reside na capacidade de prever o impacto de um programa de rastreamento ou de um teste diagnóstico em uma população real. Por exemplo, em doenças de baixa prevalência, mesmo um teste com alta especificidade pode gerar muitos falsos positivos, levando a ansiedade desnecessária e custos adicionais com exames confirmatórios. Residentes devem dominar esses conceitos para uma prática médica baseada em evidências e para a resolução de questões de prova.

Perguntas Frequentes

Como a prevalência afeta os resultados de um teste diagnóstico?

A prevalência determina a proporção de indivíduos doentes na população. Em populações com baixa prevalência, mesmo testes com alta especificidade podem gerar um número significativo de falsos positivos.

Qual a diferença entre sensibilidade e especificidade?

Sensibilidade é a capacidade do teste de identificar corretamente os doentes (VP/(VP+FN)). Especificidade é a capacidade do teste de identificar corretamente os não-doentes (VN/(VN+FP)).

Por que é importante calcular VP, FN, FP e VN?

Esses valores são fundamentais para entender o desempenho real de um teste em uma população específica, auxiliando na interpretação dos resultados e na tomada de decisões clínicas e de saúde pública.

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