CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Considere o cálculo teórico de uma lente intraocular de poder positivo e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Se um paciente possuir uma câmara anterior muito profunda o poder da lente intraocular a ser escolhida deve ________________. Se um paciente possuir uma córnea muito plana o poder da lente intraocular a ser escolhida deve ________________. (Considere todos os outros parâmetros constantes).
Câmara anterior profunda ou córnea plana → ↑ poder da LIO para compensar a menor convergência natural.
A profundidade da câmara anterior e a curvatura corneana influenciam a posição efetiva da lente; olhos com menor poder convergente natural exigem LIOs mais potentes.
O cálculo do poder da lente intraocular (LIO) baseia-se em fórmulas ópticas que consideram o olho como um sistema de lentes. A profundidade da câmara anterior (ACD) e a ceratometria (K) são cruciais para determinar a Posição Efetiva da Lente (ELP). Se o sistema natural (córnea) é 'fraco' (plano) ou se a lente ficará mais 'longe' do alvo (câmara profunda), a LIO deve ser 'mais forte' (maior poder positivo) para garantir que os raios de luz convirjam exatamente na fóvea.
Uma câmara anterior mais profunda posiciona a lente mais longe da retina. Para que a imagem seja focada corretamente na retina, a lente precisa ter um poder dióptrico maior para compensar essa distância aumentada.
Córneas planas têm menor poder de convergência (menor valor de K). Para atingir a emetropia, a lente intraocular deve compensar essa falta de convergência corneana, necessitando de um poder maior.
As variáveis fundamentais incluem o comprimento axial do olho, a ceratometria (curvatura da córnea) e a constante da lente (que estima a posição efetiva da lente após a cirurgia).
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