UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2016
Em uma comunidade onde a prevalência estimada do câncer de próstata é de 5%, foram rastreados 880 homens com a dosagem do antígeno de superfície prostática (PSA), onde foram encontrados 110 exames alterados, dos quais 33 foram confirmados como câncer de próstata pela biópsia.O número de falsos-negativos foi:
Falsos-negativos = Total de doentes (Prevalência × N) - Verdadeiros-positivos.
Para encontrar os falsos-negativos, primeiro determine o total de doentes na população usando a prevalência. Subtraia os casos confirmados (verdadeiros-positivos) desse total.
O rastreamento do câncer de próstata com PSA é um tema clássico em medicina preventiva e bioestatística. A questão exige que o candidato não apenas conheça a teoria, mas aplique conceitos matemáticos de epidemiologia. Ao fornecer a prevalência (5%) e o N (880), a questão define que existem 44 doentes. Se apenas 33 foram confirmados (verdadeiros-positivos), os 11 restantes são necessariamente falsos-negativos. Este tipo de raciocínio é essencial para avaliar a eficácia de programas de screening. O PSA, apesar de sensível, apresenta desafios em termos de especificidade, levando a muitos exames alterados que não se confirmam (falsos-positivos), mas o foco aqui é a capacidade do teste em não deixar passar doentes (minimizando falsos-negativos).
O número total de doentes em uma população é obtido multiplicando a prevalência estimada pelo tamanho da amostra total. No caso da questão, 5% de 880 homens resulta em 44 indivíduos que efetivamente possuem a doença. Esse valor é fundamental para determinar a sensibilidade do teste e os erros do tipo falso-negativo, pois representa o 'padrão-ouro' esperado na amostra.
Um falso-negativo ocorre quando um indivíduo possui a condição clínica (doente), mas o teste de rastreamento ou diagnóstico resulta em um valor negativo ou normal. Matematicamente, é a diferença entre o total de doentes identificados pelo padrão-ouro (como biópsia ou prevalência real) e os verdadeiros-positivos identificados pelo teste de triagem (como o PSA).
Embora a sensibilidade e a especificidade sejam propriedades intrínsecas do teste, os valores preditivos (positivo e negativo) dependem diretamente da prevalência da doença na população testada. Em populações de baixa prevalência, o Valor Preditivo Positivo (VPP) tende a ser menor, aumentando a proporção de falsos-positivos entre os exames alterados, como demonstrado no cenário do PSA.
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