HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Mulher de 35 anos apresenta história de infecções urinárias de repetição há 5 anos. Iniciou dor lombar à esquerda há 6 meses. Nos exames complementares, foi identificada a bactéria Proteus mirabilis em urocultura. Realizou radiografia de abdome com a imagem abaixo. Entre as opções abaixo, a etiologia da doença dessa paciente está mais relacionada a:
Proteus mirabilis + ITU repetição + cálculo renal = Cálculo de estruvita (coraliforme).
Cálculos de estruvita são tipicamente associados a infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis. Essas bactérias alcalinizam a urina, favorecendo a precipitação de fosfato de magnésio e amônio, formando cálculos que frequentemente crescem e assumem formato coraliforme.
Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou coraliformes, representam cerca de 10-15% de todos os cálculos renais. São particularmente importantes devido à sua associação com infecções do trato urinário (ITU) por bactérias produtoras de urease, como o Proteus mirabilis, e sua capacidade de crescer rapidamente, preenchendo o sistema coletor renal. A fisiopatologia central envolve a produção de urease bacteriana, que catalisa a hidrólise da ureia em amônia e dióxido de carbono. A amônia, ao ser hidrolisada, eleva o pH urinário, criando um ambiente favorável para a precipitação de fosfato de magnésio e amônio (estruvita) e carbonato de apatita. O diagnóstico é sugerido por histórico de ITU de repetição, urina alcalina e a presença de cálculos radiopacos, muitas vezes com formato coraliforme na radiografia. O tratamento dos cálculos de estruvita é complexo e geralmente envolve a remoção cirúrgica completa do cálculo, frequentemente por nefrolitotomia percutânea, para erradicar o foco infeccioso. Além disso, é essencial o uso de antibióticos direcionados à bactéria causadora e, em alguns casos, inibidores de urease para prevenir a recorrência. O manejo adequado é vital para prevenir complicações graves como sepse e insuficiência renal.
As bactérias mais associadas são as produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, que alcalinizam a urina.
A urease produzida pelas bactérias hidrolisa a ureia em amônia e dióxido de carbono, elevando o pH urinário. Isso favorece a precipitação de fosfato de magnésio e amônio, formando o cálculo.
O tratamento da infecção é crucial, pois a persistência bacteriana leva ao crescimento contínuo do cálculo e pode causar sepse. A remoção cirúrgica do cálculo é frequentemente necessária para erradicar a infecção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo