SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Os cálculos renais são compostos por cristais em uma matriz de proteína e se formam nos rins quando a saturação urinária de seus componentes excede a solubilidade da fase sólida. Um tipo de cálculo que se forma, preferencialmente, em pH alcalino é o:
Cálculos de estruvita → formam-se em pH urinário alcalino, associados a infecções por bactérias produtoras de urease.
Cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou de fosfato amoníaco magnesiano, são precipitados em urina alcalina. Essa alcalinização é frequentemente causada por infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, que hidrolisam ureia em amônia e dióxido de carbono.
A litíase urinária, ou cálculos renais, é uma condição comum que afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente. A compreensão dos diferentes tipos de cálculos e seus fatores etiológicos é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. Os cálculos de estruvita, embora menos comuns que os de oxalato de cálcio, são clinicamente importantes devido à sua associação com infecções e potencial para crescimento rápido, formando cálculos coraliformes que podem preencher o sistema coletor renal. A fisiopatologia dos cálculos de estruvita está intrinsecamente ligada à presença de bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella e Pseudomonas. Essas bactérias hidrolisam a ureia presente na urina em amônia e dióxido de carbono, resultando em um aumento significativo do pH urinário (tornando-o alcalino). Em pH alcalino, a solubilidade do fosfato amoníaco magnesiano (estruvita) e do carbonato de apatita diminui drasticamente, levando à sua precipitação e formação de cristais. O diagnóstico é feito pela análise do cálculo, exames de imagem e cultura de urina. O tratamento dos cálculos de estruvita requer uma abordagem dupla: remoção do cálculo e erradicação da infecção. A remoção pode ser feita por litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), ureteroscopia ou nefrolitotomia percutânea, dependendo do tamanho e localização. O controle da infecção com antibióticos apropriados é fundamental para prevenir a recorrência. A prevenção envolve a profilaxia de infecções urinárias e, em alguns casos, o uso de inibidores de urease.
Os cálculos renais mais comuns são de oxalato de cálcio (pH neutro/ácido), ácido úrico (pH ácido), cistina (pH ácido) e estruvita (pH alcalino), este último associado a infecções.
Bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, hidrolisam ureia, elevando o pH urinário e favorecendo a precipitação de fosfato amoníaco magnesiano, formando cálculos de estruvita.
O tratamento envolve a remoção cirúrgica do cálculo (litotripsia ou cirurgia aberta) e erradicação da infecção. A prevenção inclui controle de infecções urinárias e acidificação da urina, se necessário.
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