HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Qual dos cálculos abaixo são secundários à infecção por bactérias como Klebsiella e proteus?
Infecção por Proteus/Klebsiella → ↑ urease → ↑ pH urinário → cálculo de estruvita.
Bactérias produtoras de urease, como Proteus e Klebsiella, hidrolisam a ureia em amônia e dióxido de carbono, alcalinizando a urina. Esse ambiente alcalino favorece a precipitação de fosfato amônio magnesiano, formando os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos.
Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos de fosfato amônio magnesiano ou cálculos infecciosos, representam cerca de 10-15% de todos os cálculos renais. Eles são únicos por sua etiologia diretamente ligada à infecção do trato urinário por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, e, menos frequentemente, Pseudomonas e Staphylococcus. A fisiopatologia envolve a ação da enzima urease, produzida por essas bactérias, que hidrolisa a ureia presente na urina em amônia e dióxido de carbono. A amônia, por sua vez, eleva o pH urinário, criando um ambiente alcalino que favorece a precipitação de íons magnésio, amônio e fosfato, formando cristais de estruvita. Esses cálculos podem crescer rapidamente e formar grandes massas que preenchem o sistema coletor renal, conhecidas como cálculos coraliformes. O diagnóstico é feito por exames de imagem (radiografia, ultrassonografia, tomografia) e análise da urina (pH alcalino, piúria, bacteriúria). O tratamento é desafiador e geralmente requer a remoção cirúrgica do cálculo (nefrolitotomia percutânea ou ureteroscopia) e antibioticoterapia prolongada para erradicar a infecção. A prevenção da recorrência envolve o controle das infecções urinárias e, em alguns casos, o uso de inibidores da urease.
As bactérias mais comumente associadas são as produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e algumas espécies de Staphylococcus.
As bactérias produtoras de urease elevam o pH urinário, tornando-o alcalino. Em um ambiente alcalino, o fosfato amônio magnesiano (estruvita) e o carbonato de apatita se tornam menos solúveis e precipitam, formando o cálculo.
O tratamento da infecção urinária é crucial, pois a presença de bactérias urease-positivas é a causa primária. A erradicação da infecção e a remoção completa do cálculo são essenciais para prevenir a recorrência e complicações como a pielonefrite crônica.
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