Cálculos Renais de Estruvita: Composição e Etiologia

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

A incidência anual de cálculos renais em países industrializados excede 1 por 1.000 pessoas, com um risco ao longo da vida de cerca de 7% nas mulheres e cerca de 11% nos homens. Com relação à composição desses cálculos, os chamados estruvitas se caracterizam pela presença de:

Alternativas

  1. A) fosfato de amônio e magnésio
  2. B) oxalato de cálcio
  3. C) ácido úrico
  4. D) cistina

Pérola Clínica

Cálculo de estruvita = fosfato de amônio e magnésio, associado a ITU por bactérias urease-produtoras.

Resumo-Chave

Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos, são compostos por fosfato de amônio e magnésio. Eles se formam em urina alcalina devido à ação de bactérias produtoras de urease (como Proteus mirabilis), que hidrolisam a ureia em amônia e dióxido de carbono, aumentando o pH urinário e precipitando esses minerais.

Contexto Educacional

A nefrolitíase, ou cálculos renais, é uma condição comum com alta incidência e recorrência. Existem diversos tipos de cálculos, sendo os mais frequentes os de oxalato de cálcio, seguidos pelos de fosfato de cálcio, ácido úrico, cistina e estruvita. A correta identificação da composição do cálculo é fundamental para o manejo e prevenção de recorrências. Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou de triplo fosfato, são compostos por fosfato de amônio e magnésio. Eles são únicos por sua etiologia, estando intrinsecamente ligados a infecções do trato urinário (ITU) por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella, Pseudomonas e algumas espécies de Staphylococcus. A urease hidrolisa a ureia em amônia e dióxido de carbono, elevando o pH urinário e criando um ambiente propício para a precipitação desses cristais. Esses cálculos tendem a crescer rapidamente e podem formar grandes massas que preenchem o sistema coletor renal, conhecidas como cálculos coraliformes. O tratamento envolve a remoção do cálculo (cirurgia, litotripsia) e o controle da infecção subjacente com antibióticos. A prevenção de recorrências foca na erradicação da ITU e, em alguns casos, na acidificação da urina.

Perguntas Frequentes

Qual a composição química dos cálculos de estruvita?

Os cálculos de estruvita são compostos principalmente por fosfato de amônio e magnésio (MgNH4PO4·6H2O), também conhecido como triplo fosfato.

Como os cálculos de estruvita se formam?

Eles se formam em urina alcalina, geralmente devido a infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease (ex: Proteus mirabilis), que elevam o pH urinário e promovem a precipitação dos cristais.

Quais são as características clínicas dos cálculos de estruvita?

Frequentemente são grandes, em forma de chifre de veado (coraliformes), e podem causar infecções urinárias recorrentes, dor lombar e hematúria, com risco de insuficiência renal.

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