HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
O tipo de cálculo renal que mais frequentemente se associa aos quadro infecciosos é o cálculo de:
Cálculo de estruvita = associado a infecções urinárias por bactérias produtoras de urease.
Cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou de fosfato amoníaco magnesiano, são formados na presença de infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease (ex: Proteus). A urease hidrolisa a ureia em amônia e dióxido de carbono, elevando o pH urinário e precipitando os cristais.
Os cálculos renais são uma condição comum, com diferentes composições e etiologias. Entre eles, o cálculo de estruvita, ou fosfato amoníaco magnesiano, destaca-se por sua forte e direta associação com infecções do trato urinário (ITU). Esses cálculos são considerados infecciosos, pois sua formação é desencadeada pela presença de bactérias específicas no sistema urinário. A fisiopatologia envolve bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella e algumas cepas de Pseudomonas e Staphylococcus. A enzima urease hidrolisa a ureia presente na urina, liberando amônia e dióxido de carbono. A amônia eleva o pH urinário, criando um ambiente alcalino que favorece a precipitação de íons magnésio, amônio e fosfato, que se combinam para formar os cristais de estruvita. Esse processo pode levar à formação de cálculos grandes e complexos, conhecidos como cálculos coraliformes, que preenchem o sistema coletor renal. O manejo dos cálculos de estruvita é desafiador e envolve a erradicação da infecção e a remoção do cálculo. A infecção persistente no cálculo pode levar a complicações graves, como pielonefrite crônica, sepse e insuficiência renal. O tratamento geralmente inclui antibioticoterapia prolongada e procedimentos cirúrgicos, como nefrolitotomia percutânea ou ureteroscopia, para remover o cálculo. A prevenção de recorrências depende do controle das ITUs e, em alguns casos, do uso de inibidores de urease.
Cálculos de estruvita são formados por bactérias produtoras de urease (como Proteus, Klebsiella, Pseudomonas), que hidrolisam a ureia em amônia, elevando o pH urinário. Esse ambiente alcalino favorece a precipitação de fosfato amoníaco magnesiano, formando o cálculo.
As bactérias mais comumente associadas são as produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e algumas espécies de Staphylococcus.
Cálculos de estruvita frequentemente crescem rapidamente e podem preencher todo o sistema coletor renal, formando cálculos coraliformes (em forma de chifre de veado), que são grandes e ramificados.
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