PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
A anfotericina B (AmB) foi introduzida na prática clínica em 1959 e, por mais de 6 décadas, permaneceu como um importante medicamento salvador de vidas para uma ampla gama de doenças fúngicas endêmicas e oportunistas. No entanto, a formidável nefrotoxicidade da AmB, que se tornou um problema clínico maior nas décadas de 1980 e 1990 (...) criou uma necessidade médica urgente por alternativas de tratamento mais seguras, mas igualmente eficazes (...) incluindo a formulação complexo lipídico de anfotericina B (ABLC; Abelcet) Adler Moore J et cols Clin Infect Dis. 2019 May 02;68(Suppl 4): S244 S259. Referências para a questão: BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Gerência geral de monitoramento de produtos sujeitos à vigilância sanitária (GGMON). Informações Técnicas: Anfotericina B Injetável. Brasilia, 2018. Considerando a necessidade de prescrição desta proposta terapêutica para um paciente adolescente (Peso= 50Kg) conforme a seguinte recomendação farmacêutica: Abelcet® (Complexo lipídico de Anfotericina B) Frasco-100mg/20ml de suspensão NDC 57665-101-41 + 1 agulha filtro 5µ Sugestão para infusão: rediluição em solução com dextrose 5% para concentração final a 2mg/ml e tempo de infusão: 2,5mg/Kg/hora Dose: 1-5mg/Kg/dia para infusão 1 vez ao dia Qual a alternativa CORRETA?
Anfotericina B lipídica → menor nefrotoxicidade = cálculos de dose e diluição são cruciais para segurança e eficácia.
O cálculo preciso da dose e da diluição de medicamentos como a anfotericina B lipídica é fundamental na prática clínica, especialmente em pacientes pediátricos ou adolescentes, para garantir a segurança e a eficácia terapêutica, minimizando riscos de toxicidade.
A anfotericina B, um antifúngico polieno, é um pilar no tratamento de infecções fúngicas graves. No entanto, sua forma convencional é notória pela nefrotoxicidade. O desenvolvimento de formulações lipídicas, como o complexo lipídico de anfotericina B (ABLC, Abelcet), representou um avanço significativo, pois mantém a eficácia antifúngica enquanto reduz os efeitos adversos renais. A administração segura e eficaz dessas formulações exige um conhecimento aprofundado dos cálculos de dose e diluição. Erros nesses cálculos podem levar a subdoses (falha terapêutica) ou overdoses (aumento da toxicidade). Portanto, a prática de cálculos farmacêuticos é uma habilidade essencial para residentes e profissionais de saúde, garantindo a otimização do tratamento e a segurança do paciente.
A Anfotericina B lipídica (como ABLC) possui menor nefrotoxicidade devido à sua formulação que reduz a exposição renal ao fármaco, sendo preferida em pacientes com risco ou insuficiência renal.
A dose total é calculada multiplicando a dose por kg (ex: 1mg/Kg) pelo peso do paciente (50Kg), resultando em 50mg. O volume a aspirar depende da concentração do frasco.
A concentração final é crucial para a segurança da infusão, evitando flebite e garantindo a estabilidade do medicamento. A diluição em dextrose 5% para 2mg/ml é uma recomendação comum para ABLC.
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