Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Os cálculos coraliformes estão frequentemente associados a infecções urinárias de repetição. Qual o tratamento preconizado e o agente bacteriano MAIS comumente associado a este tipo de infecção?
Cálculo coraliforme = Nefrolitotripsia percutânea + Proteus mirabilis (cálculo de estruvita).
Cálculos coraliformes são grandes cálculos renais que preenchem o sistema coletor, frequentemente associados a infecções urinárias por bactérias produtoras de urease, como o Proteus mirabilis. O tratamento de escolha para esses cálculos complexos é a nefrolitotripsia percutânea (NLPC), que permite a remoção eficaz e a eliminação da fonte da infecção.
Os cálculos coraliformes representam uma forma complexa de litíase renal, caracterizada por cálculos grandes que preenchem o sistema coletor renal, assumindo o formato dos cálices e da pelve renal. Sua importância clínica reside na forte associação com infecções urinárias de repetição e na capacidade de causar obstrução e dano renal progressivo se não tratados adequadamente. A fisiopatologia desses cálculos está intrinsecamente ligada a infecções por bactérias produtoras de urease, como o Proteus mirabilis, que é o agente bacteriano mais comumente associado. A urease hidrolisa a ureia, elevando o pH urinário e promovendo a precipitação de fosfato amônio magnesiano (estruvita) e carbonato de cálcio, formando os cálculos infecciosos. O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia computadorizada, que delineia a extensão do cálculo. O tratamento preconizado para cálculos coraliformes é a nefrolitotripsia percutânea (NLPC). Este procedimento minimamente invasivo permite a remoção eficaz de grandes volumes de cálculo, sendo superior à litotripsia extracorpórea (LECO) para esses casos complexos. A erradicação completa do cálculo é fundamental para controlar as infecções urinárias e preservar a função renal, sendo um tópico de grande relevância para a prática urológica e para as provas de residência.
Cálculos coraliformes são grandes cálculos renais que se ramificam e preenchem o sistema coletor do rim. Eles são problemáticos porque frequentemente estão associados a infecções urinárias crônicas, podem causar obstrução e dano renal progressivo, e são difíceis de tratar devido ao seu tamanho e complexidade.
O Proteus mirabilis é a bactéria mais comumente associada a cálculos coraliformes porque produz urease, uma enzima que hidrolisa a ureia em amônia e dióxido de carbono. Isso eleva o pH urinário, levando à precipitação de fosfato amônio magnesiano (estruvita) e carbonato de cálcio, que formam esses cálculos.
A nefrolitotripsia percutânea (NLPC) é o tratamento de escolha porque permite o acesso direto ao rim para fragmentar e remover grandes volumes de cálculo de forma eficaz. É mais eficiente que a litotripsia extracorpórea para cálculos grandes e complexos, oferecendo maior taxa de clearance e controle da infecção.
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