Cálculo de Ampliação em Baixa Visão: Sistemas Telescópicos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Um paciente com baixa visão apresenta acuidade visual, com correção, de 0,2. Para conseguir ler a lousa em sua sala de aula, necessita acuidade visual mínima de 0,6. Durante a adaptação de um sistema telescópico, qual das alterativas abaixo apresenta a menor ampliação com a qual o paciente será capaz de desempenhar essa atividade.

Alternativas

  1. A) 2 vezes
  2. B) 4 vezes
  3. C) 8 vezes
  4. D) 16 vezes

Pérola Clínica

Ampliação necessária = AV desejada / AV atual → (0,6 / 0,2 = 3x).

Resumo-Chave

Para calcular a ampliação necessária em auxílios para longe, divide-se a acuidade visual que o paciente deseja alcançar pela acuidade visual que ele apresenta atualmente.

Contexto Educacional

A prescrição de auxílios ópticos em baixa visão exige precisão matemática e compreensão das necessidades do paciente. Sistemas telescópicos são as únicas opções para melhorar a visão de longe (como ler a lousa). O médico deve considerar que ampliações maiores reduzem o campo visual e a luminosidade, por isso deve-se prescrever a menor ampliação que satisfaça a necessidade da tarefa.

Perguntas Frequentes

Como calcular a ampliação necessária para um telescópio?

A fórmula básica é: Ampliação (M) = Acuidade Visual Desejada / Acuidade Visual Atual. No caso clínico, o paciente tem 0,2 e precisa de 0,6. Portanto, 0,6 / 0,2 = 3. Ele necessita de uma ampliação de no mínimo 3 vezes.

Por que a resposta correta é 4x se o cálculo deu 3x?

Na prática clínica e em questões de prova, se o valor exato calculado (3x) não estiver disponível nas alternativas, deve-se escolher a menor ampliação disponível que seja IGUAL ou SUPERIOR à necessária. Uma ampliação de 2x seria insuficiente, enquanto 4x atende e supera a necessidade mínima.

Quais os tipos de telescópios usados na baixa visão?

Os principais são o de Galileu (lente objetiva positiva e ocular negativa, gera imagem direta, mais leve e curto) e o de Kepler (ambas as lentes positivas, gera imagem invertida que precisa de prismas para desinverter, oferece maior campo de visão e maiores ampliações).

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