Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
É um marcador sensível e específico do carcinoma medular de tireóide, que pode ser medido no sangue no estado basal ou após a administração de secretagogos como cálcio e pentagastrina:
Calcitonina = marcador sensível e específico para Carcinoma Medular de Tireoide (CMT).
A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares (células C) da tireoide. Sua elevação é um forte indicativo de Carcinoma Medular de Tireoide, sendo útil tanto no diagnóstico quanto no seguimento pós-operatório e rastreamento familiar, especialmente em síndromes MEN2.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é uma neoplasia neuroendócrina rara, originária das células parafoliculares (células C) da tireoide, responsáveis pela produção de calcitonina. Representa cerca de 5-10% de todos os cânceres de tireoide e pode ocorrer de forma esporádica (75%) ou hereditária (25%), sendo esta última frequentemente associada à Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN2). A identificação precoce é crucial para um melhor prognóstico. O diagnóstico do CMT baseia-se na dosagem sérica de calcitonina, que é um marcador altamente sensível e específico. Níveis elevados de calcitonina basal são um forte indicativo. Em casos de suspeita ou para rastreamento em pacientes de risco (ex: familiares com MEN2), pode-se realizar o teste de estímulo com pentagastrina ou cálcio, que provoca um aumento significativo na secreção de calcitonina pelas células C tumorais. A biópsia e o estudo histopatológico confirmam o diagnóstico. O tratamento primário para o CMT é a tireoidectomia total com dissecção de linfonodos cervicais, dependendo do estadiamento. O acompanhamento pós-operatório inclui a dosagem regular de calcitonina e antígeno carcinoembrionário (CEA) para monitorar a recorrência da doença. O prognóstico varia conforme o estadiamento e a presença de mutações genéticas, sendo a detecção precoce fundamental para o sucesso terapêutico.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) pode ser assintomático ou apresentar-se como um nódulo tireoidiano palpável. Em casos avançados, pode haver linfadenopatia cervical, disfagia, rouquidão ou sintomas relacionados à produção excessiva de calcitonina, como diarreia.
A calcitonina é produzida pelas células C da tireoide, que são a origem do CMT. Sua elevação no sangue é um indicativo direto da presença e atividade dessas células tumorais, tornando-a um marcador altamente sensível e específico.
O teste de estímulo é utilizado para aumentar a sensibilidade diagnóstica, especialmente em casos de suspeita de CMT com níveis basais de calcitonina limítrofes ou para rastreamento em familiares de pacientes com MEN2. A pentagastrina e o cálcio estimulam a secreção de calcitonina pelas células C.
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