UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Os marcadores tumorais são frequentemente utilizados como indicadores de malignidade. Embora possam ser auxiliares, geralmente, não possuem especificidade suficiente para o diagnóstico definitivo de câncer. Suas principais aplicabilidades na prática clínica consistem na avaliação da resposta terapêutica e detecção precoce de recidivas. Nesse contexto, a associação entre o marcador tumoral e o tipo de neoplasia é
Calcitonina ↑ = Câncer Medular de Tireoide (CMT) → rastreio e seguimento.
A calcitonina é um marcador tumoral altamente específico para o câncer medular de tireoide (CMT), sendo útil tanto no diagnóstico inicial (em pacientes com nódulos tireoidianos ou história familiar) quanto no seguimento pós-tratamento para detecção de recidivas. Sua elevação persistente ou progressiva indica doença residual ou metastática.
Os marcadores tumorais são substâncias produzidas por células cancerosas ou por outras células do corpo em resposta ao câncer. Embora úteis como auxiliares, raramente são específicos o suficiente para o diagnóstico definitivo de malignidade. Sua principal aplicabilidade reside na avaliação da resposta ao tratamento, detecção precoce de recidivas e, em alguns casos, no rastreamento de populações de alto risco. A compreensão da associação correta entre marcador e neoplasia é crucial para a prática clínica e para exames de residência. A calcitonina é um hormônio peptídico produzido pelas células parafoliculares (células C) da tireoide. Sua elevação sérica é um marcador altamente sensível e específico para o câncer medular de tireoide (CMT), uma neoplasia neuroendócrina rara que pode ser esporádica ou hereditária (associada à Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 - MEN 2). A dosagem de calcitonina é recomendada no rastreamento de nódulos tireoidianos e no seguimento de pacientes submetidos à tireoidectomia por CMT. No contexto da questão, a alternativa correta destaca a associação da calcitonina com o câncer medular de tireoide. Outras associações incorretas incluem CEA com hepatocarcinoma (CEA é mais associado a colorretal, mama, pulmão; hepatocarcinoma usa AFP), CA 15.3 com carcinoma de bexiga (CA 15.3 é para câncer de mama) e cromogranina A com tumor de células germinativas (cromogranina A é para tumores neuroendócrinos; células germinativas usam AFP e Beta-HCG). O conhecimento dessas associações é fundamental para a tomada de decisão clínica e para a aprovação em provas.
A calcitonina é primariamente utilizada como marcador tumoral para o câncer medular de tireoide (CMT), sendo fundamental no diagnóstico, estadiamento e, principalmente, no seguimento pós-operatório para detecção de recidivas.
Outros marcadores incluem o CEA (câncer colorretal, mama, pulmão), CA 15.3 (câncer de mama), CA 125 (câncer de ovário), PSA (câncer de próstata), AFP (hepatocarcinoma, tumores de células germinativas) e Beta-HCG (tumores de células germinativas).
Marcadores tumorais geralmente não possuem especificidade e sensibilidade suficientes para o diagnóstico definitivo de câncer, pois podem estar elevados em condições benignas. Seu papel principal é no rastreamento de populações de risco, avaliação da resposta terapêutica e detecção precoce de recidivas.
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