CADASIL: O Gene NOTCH3 e a Demência Vascular Genética

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

O acrônimo CADASIL (Cerebral Autosomal Dominant Arteriopathy with Subcortical Infarcts and Leukoencephalopathy) constitui doença genética causada por mutações. É a causa genética mais freqüente de infartos cerebrais e constitui modelo importante de estudo de demências. Os sintomas dessa doença geralmente iniciam na 3ª ou 4ª décadas de vida, afetando indivíduos de ambos os sexos. Tem como principais manifestações enxaqueca, depressão, crises epiléticas, ataques isquêmicos transitórios (AITs), paralisia pseudobulbar e demência progressiva. Qual gene mutante está envolvido na CADASIL?

Alternativas

  1. A) P53
  2. B) NOTCH3
  3. C) P21
  4. D) NGHK1

Pérola Clínica

CADASIL = Arteriopatia cerebral autossômica dominante com infartos subcorticais e leucoencefalopatia, causada por mutação no gene NOTCH3.

Resumo-Chave

A CADASIL é a arteriopatia cerebral hereditária mais comum, caracterizada por infartos subcorticais recorrentes e leucoencefalopatia progressiva. É causada por mutações no gene NOTCH3, que codifica um receptor transmembrana importante para a integridade da parede dos vasos sanguíneos.

Contexto Educacional

A CADASIL (Cerebral Autosomal Dominant Arteriopathy with Subcortical Infarcts and Leukoencephalopathy) é a forma hereditária mais comum de doença cerebrovascular de pequenos vasos, representando uma causa significativa de infartos cerebrais recorrentes e demência progressiva em adultos jovens. É uma condição autossômica dominante, o que significa que apenas uma cópia do gene mutado é suficiente para causar a doença, com alta penetrância. A patogênese da CADASIL está intrinsecamente ligada a mutações no gene NOTCH3, localizado no cromossomo 19. Este gene codifica um receptor transmembrana que desempenha um papel crítico na sinalização celular e no desenvolvimento e manutenção da integridade da parede dos vasos sanguíneos, especialmente as arteríolas cerebrais. As mutações no NOTCH3 levam a um acúmulo de material granular osmiofílico e degeneração das células musculares lisas vasculares, resultando em vasculopatia progressiva. Clinicamente, a CADASIL se manifesta tipicamente na terceira ou quarta década de vida com sintomas como enxaqueca com aura, episódios de acidente isquêmico transitório (AIT) ou acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, alterações de humor (depressão), crises epilépticas e, eventualmente, demência progressiva. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e achados de neuroimagem (infartos subcorticais e leucoencefalopatia na ressonância magnética) e confirmado pela análise genética do gene NOTCH3. O manejo é sintomático e de suporte, visando o controle dos fatores de risco vascular e a prevenção de novos eventos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da CADASIL?

As manifestações clínicas da CADASIL incluem enxaqueca com aura, ataques isquêmicos transitórios (AITs) e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) isquêmicos recorrentes, depressão, crises epilépticas, paralisia pseudobulbar e demência progressiva.

Como a mutação no gene NOTCH3 causa a CADASIL?

O gene NOTCH3 codifica um receptor transmembrana expresso principalmente nas células musculares lisas dos vasos sanguíneos. Mutações nesse gene levam ao acúmulo de material granular osmiofílico na parede dos vasos, causando disfunção vascular, estreitamento e predisposição a infartos subcorticais e leucoencefalopatia.

Qual a importância do diagnóstico genético na CADASIL?

O diagnóstico genético, através da identificação de mutações no gene NOTCH3, é crucial para confirmar a doença, permitir o aconselhamento genético familiar, e diferenciar a CADASIL de outras causas de demência vascular ou leucoencefalopatia.

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