PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Jovem, primípara, acaba de evoluir com parto normal e recebe notícia, durante internação, que está com sorologia positiva para HIV, motivo pelo qual não poderá amamentar. A paciente ainda não começou a produzir colostro.Identifique o mecanismo de ação da cabergolina:
Cabergolina → Agonista dopaminérgico → Inibe prolactina → Supressão da lactação.
A cabergolina é um agonista da dopamina, que atua nos receptores D2 da hipófise anterior. A dopamina é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Ao mimetizar a ação da dopamina, a cabergolina suprime a produção de prolactina, inibindo assim a lactação.
A inibição da lactação é uma prática importante em diversas situações clínicas, sendo uma das mais críticas a infecção materna por HIV. Nesses casos, a amamentação é contraindicada devido ao risco de transmissão vertical do vírus para o recém-nascido. A cabergolina é uma medicação amplamente utilizada para suprimir a lactação, oferecendo uma opção eficaz para mães que não podem ou não desejam amamentar. O mecanismo de ação da cabergolina baseia-se em sua potente atividade agonista nos receptores dopaminérgicos D2 da hipófise anterior. A dopamina é o principal fator inibitório da secreção de prolactina, o hormônio responsável pela lactogênese. Ao mimetizar a ação da dopamina, a cabergolina reduz significativamente os níveis de prolactina, prevenindo ou suprimindo a produção de leite. Sua meia-vida longa permite uma dosagem menos frequente, o que contribui para a adesão ao tratamento. É fundamental que residentes compreendam não apenas a indicação da cabergolina, mas também seu mecanismo farmacológico. Além do HIV, outras indicações para inibição da lactação incluem óbito fetal, adoção, uso de certas medicações maternas ou condições médicas maternas graves. O manejo adequado da lactação é um componente essencial do cuidado pós-parto, garantindo a segurança e o bem-estar tanto da mãe quanto do recém-nascido.
A cabergolina é usada para inibir a lactação em situações onde a amamentação é contraindicada, como em mães HIV positivas, devido à sua potente e prolongada ação agonista dopaminérgica que suprime a secreção de prolactina.
A dopamina é o principal fator inibitório da secreção de prolactina pela hipófise anterior. Quando os níveis de dopamina aumentam, a produção de prolactina diminui, e vice-versa.
Mães HIV positivas são contraindicadas a amamentar devido ao risco de transmissão vertical do vírus para o bebê através do leite materno, mesmo com carga viral indetectável.
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