HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Homem de 48 anos, obeso, IMC: 48 kg/m2, hipertenso em uso de duas classes de anti-hipertensivos, diabético tipo 2, dislipidêmico,portador de apneia do sono, realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou esofagite leve e hérnia de hiato de 2 cm. A melhor opção cirúrgica para o tratamento da obesidade neste caso é:
Bypass gastrojejunal é ideal para obesidade mórbida com comorbidades metabólicas e refluxo/hérnia de hiato.
O Bypass gastrojejunal (BGYR) é a cirurgia bariátrica de escolha para pacientes com obesidade mórbida e comorbidades metabólicas como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia, especialmente na presença de refluxo gastroesofágico ou hérnia de hiato. Ele promove perda de peso significativa e melhora metabólica, além de resolver ou mitigar o refluxo.
A cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz para o tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia e apneia do sono. A escolha da técnica cirúrgica ideal depende de diversos fatores, incluindo o perfil do paciente, suas comorbidades e a presença de condições gastrointestinais preexistentes. A avaliação individualizada é crucial para garantir os melhores resultados e minimizar complicações. No caso de pacientes com obesidade mórbida (IMC ≥ 40 kg/m² ou ≥ 35 kg/m² com comorbidades) que apresentam refluxo gastroesofágico e hérnia de hiato, o Bypass gastrojejunal em Y de Roux (BGYR) é frequentemente a opção cirúrgica de escolha. Esta técnica não só promove uma perda de peso significativa e melhora das comorbidades metabólicas, mas também é eficaz na resolução ou melhora do refluxo, pois exclui o estômago distal e o duodeno do trânsito alimentar, reduzindo a exposição do esôfago ao ácido gástrico e à bile. Em contraste, a gastroplastia vertical (Sleeve) pode ser contraindicada ou deve ser considerada com cautela em pacientes com refluxo gastroesofágico ou hérnia de hiato preexistentes, pois pode agravar esses quadros. A banda gástrica ajustável, por sua vez, é menos eficaz para perda de peso sustentada em obesidade severa e tem maior taxa de complicações a longo prazo. A fundoplicatura à Nissen é uma cirurgia para refluxo, não para obesidade. Portanto, para o paciente descrito com IMC de 48 kg/m², diabetes, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, esofagite leve e hérnia de hiato, o Bypass gastrojejunal oferece o melhor perfil de benefícios e riscos.
As principais indicações incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono e dislipidemia, que não responderam ao tratamento clínico.
O Bypass gastrojejunal é preferível porque, ao desviar o trânsito alimentar do estômago distal e duodeno, ele reduz a exposição do esôfago ao ácido gástrico e à bile, melhorando significativamente os sintomas de refluxo e a esofagite, além de tratar a hérnia de hiato de forma indireta.
A gastroplastia vertical pode exacerbar ou induzir refluxo gastroesofágico devido à remoção de parte do estômago que atua como reservatório e à alteração da anatomia do ângulo de His, aumentando a pressão intraluminal e o risco de refluxo.
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