UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 38 anos de idade, com IMC de 48,5 kg/m², com história de diabetes melitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, esteatose hepática e apneia obstrutiva do sono será submetida à gastroplastia (Bypass Gástrico com reconstrução em Y de Roux - BGYR) para tratamento da obesidade mórbida. Assinale a resposta CORRETA em relação à cirurgia bariátrica:
BGYR ↑ GLP-1 → melhora controle glicêmico por ↓ resistência insulínica e ↑ secreção de insulina pelas células beta.
O Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR) é altamente eficaz no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, não apenas pela perda de peso, mas também por mecanismos metabólicos diretos, como o aumento da secreção de GLP-1, que otimiza a função das células beta e reduz a resistência insulínica.
O Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR) é um dos procedimentos bariátricos mais realizados e é particularmente eficaz no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), levando à remissão ou melhora significativa em muitos pacientes. A paciente do caso, com IMC elevado e múltiplas comorbidades, é uma candidata ideal para os benefícios metabólicos do BGYR. A melhora do DM2 após o BGYR não se deve apenas à perda de peso. Mecanismos metabólicos diretos, como o 'efeito incretina', desempenham um papel crucial. O desvio do alimento para o jejuno distal estimula a rápida liberação de hormônios intestinais como o Glucagon-Like Peptide-1 (GLP-1). O GLP-1 aumenta a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas de forma glicose-dependente, retarda o esvaziamento gástrico e promove a saciedade, contribuindo para o controle glicêmico. Além do GLP-1, outras alterações hormonais e na microbiota intestinal também contribuem para a melhora metabólica. A remissão do DM2 é mais provável em pacientes com menor duração da doença, menor necessidade de insulina e melhor reserva de células beta. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar deficiências nutricionais e manter os benefícios metabólicos a longo prazo.
O Bypass Gástrico melhora o controle glicêmico por múltiplos mecanismos. Além da perda de peso, ele altera o trânsito intestinal, levando a uma rápida chegada de nutrientes ao intestino distal, o que estimula a liberação precoce e aumentada de hormônios incretinas como o GLP-1, melhorando a secreção de insulina e a sensibilidade à insulina.
O Glucagon-Like Peptide-1 (GLP-1) é uma incretina que, após o Bypass Gástrico, tem sua secreção aumentada. Ele estimula a secreção de insulina de forma glicose-dependente, suprime a secreção de glucagon, retarda o esvaziamento gástrico e promove a saciedade, contribuindo significativamente para a melhora do controle glicêmico e a remissão do diabetes tipo 2.
Fatores que predizem maior probabilidade de remissão incluem menor duração do diabetes, menor necessidade de medicamentos (especialmente insulina), melhor reserva de células beta pancreáticas (avaliada pelo peptídeo C), menor IMC inicial e idade mais jovem. A perda de peso significativa também é um fator importante.
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