DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 30 anos, obesa mórbida, IMC 44kg/m², portadora de diabetes não insulinodependente e refluxo esofágico, está em planejamento de cirurgia bariátrica. Qual a técnica cirúrgica mais adequada para o caso?
Obesidade mórbida + DM2 + RGE → Bypass gástrico é a técnica preferencial.
O Bypass gástrico em Y de Roux é a técnica cirúrgica bariátrica mais indicada para pacientes com obesidade mórbida que apresentam comorbidades como diabetes mellitus tipo 2 e refluxo gastroesofágico. Ele oferece excelentes resultados na resolução do diabetes e melhora significativa do refluxo, ao contrário do Sleeve, que pode agravar o RGE.
A cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com obesidade mórbida e suas comorbidades associadas. A escolha da técnica cirúrgica ideal depende de múltiplos fatores, incluindo o Índice de Massa Corporal (IMC) do paciente, a presença e gravidade das comorbidades, e as preferências do paciente e da equipe cirúrgica. Para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades, a cirurgia bariátrica é uma indicação formal. No caso de uma paciente com obesidade mórbida (IMC 44 kg/m²), diabetes não insulinodependente e refluxo esofágico, o Bypass gástrico em Y de Roux é a técnica mais adequada. Esta cirurgia é considerada o "padrão ouro" para a resolução do diabetes tipo 2, devido aos seus efeitos metabólicos que vão além da restrição e má absorção, como a alteração na secreção de incretinas. Além disso, o Bypass gástrico é a técnica de escolha para pacientes com refluxo gastroesofágico preexistente, pois ele cria uma nova anatomia que reduz a exposição do esôfago ao ácido gástrico, levando à melhora ou resolução do RGE. Em contraste, a Sleeve gastrectomia, embora eficaz para perda de peso, pode piorar ou induzir o refluxo em alguns pacientes, tornando-a menos ideal para este perfil. A banda gástrica e o balão intragástrico são menos eficazes para grandes perdas de peso e resolução de comorbidades graves.
O Bypass gástrico promove uma remissão ou melhora significativa do diabetes tipo 2 em grande parte dos pacientes, devido a alterações hormonais e metabólicas que vão além da simples perda de peso, como o efeito incretina.
O Bypass gástrico é preferível porque ele desvia o fluxo biliar e pancreático do esôfago e cria uma pequena bolsa gástrica que reduz a exposição do esôfago ao ácido, melhorando o refluxo. O Sleeve, ao remover parte do estômago, pode aumentar a pressão intragástrica e piorar o RGE.
As indicações incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves (diabetes, hipertensão, apneia do sono, doenças articulares, etc.) refratárias ao tratamento clínico, após falha de tratamento conservador por pelo menos dois anos.
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