PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
LHHS, 47 anos, sexo feminino, foi submetida a gastrectomia vertical (sieeve) para tratamento de obesidade há 5 anos. Teve uma redução satisfatória de peso no início (110 kg para 80 kg) com aumento progressivo posteriormente. Atualmente está com 100 kg. Desde período pós-operatório imediato apresenta quadro de refluxo gastroesofágico dependente de inibidores de bomba de prótons (IBP). Faz uso de bebida alcoólica diariamente e não faz atividade física. Procurou o cirurgião para uma cirurgia revisional com o objetivo de tratamento do refluxo e nova redução de peso. Fez endoscopia digestiva alta que mostra estômago tubular com certo grau de torção ao nível da incisura angular e esofagite classe 3. Qual das alternativas abaixo está CORRETA em relação ao quadro clínico da paciente?
Sleeve → DRGE refratária ou reganho ponderal → Conversão para Bypass Gástrico em Y de Roux.
O Bypass gástrico é o padrão-ouro para tratar DRGE após Sleeve, pois cria um sistema de baixa pressão e desvia o fluxo biliar, mas o sucesso depende da adesão comportamental.
A gastrectomia vertical (Sleeve) tornou-se a técnica bariátrica mais realizada no mundo, porém apresenta taxas significativas de DRGE de novo ou exacerbação de refluxo pré-existente. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intraluminal no estômago tubular e a perda do ângulo de His. Em casos de esofagite grave ou sintomas refratários a IBP, a conversão para Bypass Gástrico em Y de Roux é a conduta de escolha por ser um procedimento antirrefluxo superior.
A gastrectomia vertical aumenta a pressão intragástrica e pode causar torção do tubo ou hipotonia do esfíncter esofágico inferior, favorecendo o refluxo.
O Bypass reduz drasticamente a produção ácida no pequeno reservatório gástrico e elimina o refluxo biliar através do desvio em Y de Roux.
Não, mas exige abordagem multidisciplinar, pois a cirurgia é uma ferramenta metabólica e não a cura definitiva da obesidade sem mudança de hábitos.
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