FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
A imagem abaixo mostra uma cirurgia utilizada para o tratamento da obesidade mórbida. Esta cirurgia é:
Bypass gástrico → ↓ grelina, ↑ GLP-1 → ↓ apetite, ↑ insulina, saciedade precoce.
O Bypass gástrico (Y de Roux) é a cirurgia bariátrica mais comum, atuando não só pela restrição e má absorção, mas principalmente por alterações hormonais que modulam o apetite e o metabolismo da glicose. A redução da grelina e o aumento do GLP-1 são cruciais para seus efeitos metabólicos.
O Bypass gástrico em Y de Roux é a cirurgia bariátrica mais realizada mundialmente para o tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades. É um procedimento misto, combinando restrição gástrica com um componente de má absorção, mas seus efeitos metabólicos vão muito além da simples redução do volume gástrico. A fisiopatologia da melhora metabólica envolve complexas alterações hormonais. Há uma redução significativa na produção de grelina, o "hormônio da fome", devido à exclusão do fundo gástrico. Simultaneamente, a rápida chegada de alimentos ao intestino distal estimula a liberação de incretinas como o GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e PYY (peptide YY), que promovem saciedade, aumentam a secreção de insulina e melhoram a sensibilidade à glicose. O tratamento da obesidade mórbida com Bypass gástrico resulta em perda de peso sustentada e remissão ou melhora de comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia. É fundamental o acompanhamento nutricional e suplementação vitamínica pós-operatória para prevenir deficiências, dada a alteração na absorção de nutrientes.
O Bypass gástrico atua por restrição gástrica, má absorção de nutrientes e, crucialmente, por alterações hormonais, como a redução da grelina e o aumento do GLP-1, que modulam o apetite e o metabolismo.
A exclusão do duodeno e jejuno proximal do trânsito alimentar e a rápida chegada de alimentos ao intestino distal estimulam a liberação de GLP-1 e PYY, que promovem saciedade e melhoram a sensibilidade à insulina.
No Bypass gástrico, a exclusão do fundo gástrico (principal produtor de grelina) leva à sua redução. Na gastrectomia vertical, a ressecção do fundo gástrico também reduz a grelina, mas os mecanismos são distintos.
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