Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Com relação ao tratamento operatório da obesidade mórbida, qual é a alternativa correta?
Bypass gástrico em Y de Roux = restrição + desabsorção; Gastrectomia vertical = restrição.
O bypass gástrico em Y de Roux é a técnica bariátrica mais comum, combinando restrição alimentar (pequeno reservatório gástrico) com desabsorção (desvio do trânsito intestinal). A gastrectomia vertical é predominantemente restritiva, removendo grande parte do estômago.
O tratamento operatório da obesidade mórbida é uma intervenção eficaz para pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) elevado e comorbidades associadas. As duas técnicas mais comuns são o bypass gástrico em Y de Roux e a gastrectomia vertical (sleeve gastrectomy), cada uma com mecanismos de ação e indicações específicas. A escolha da técnica depende de fatores como comorbidades, preferências do paciente e experiência do cirurgião. O bypass gástrico em Y de Roux é considerado o 'padrão ouro' em muitos centros. Ele combina um componente restritivo, pela criação de uma pequena bolsa gástrica que limita a ingestão de alimentos, e um componente desabsortivo, pelo desvio do trânsito alimentar, que impede a absorção de nutrientes em parte do intestino delgado. Essa combinação resulta em perda de peso significativa e melhora de comorbidades metabólicas. A gastrectomia vertical, por sua vez, é primariamente uma cirurgia restritiva, onde cerca de 80% do estômago é removido, criando um estômago em forma de 'banana'. Embora também possa ter efeitos metabólicos e hormonais (como a redução da grelina), seu principal mecanismo é a redução da capacidade gástrica. Não é a primeira escolha para pacientes com doença do refluxo gastroesofágico grave, pois pode agravá-la. As indicações para cirurgia bariátrica geralmente incluem IMC > 40 kg/m² ou IMC > 35 kg/m² com comorbidades graves.
O bypass gástrico em Y de Roux atua por dois mecanismos principais: restrição (criação de uma pequena bolsa gástrica que limita a ingestão) e desabsorção (desvio do alimento para o jejuno distal, pulando parte do duodeno e jejuno proximal).
A gastrectomia vertical pode piorar ou induzir DRGE em alguns pacientes devido à remoção do fundo gástrico e alteração da anatomia. O bypass gástrico é geralmente preferido em pacientes com DRGE grave.
A gastrectomia vertical remove a porção do estômago que produz a maior parte da grelina, levando a uma diminuição dos níveis. No bypass gástrico, a grelina também tende a diminuir, mas o efeito pode ser menos pronunciado ou mais complexo.
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