HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
A.I.M.O., 60 anos; sexo feminino, índice de massa corporal (IMC) 36 kg/m²; em tratamento clínico da obesidade atestado pela endocrinologista há 10 anos. Hipertensa, Diabética tipo 2, portadora de síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAHOS), dislipidemia e doença do refluxo gastro-esofágica (DRGE). Realiza tratamento farmacológico com rosuvastatina, metformina, losartana, hidroclorotiazida, esomeprazol, além do CPAP noturno. Exames de rotina recentes: ultrassonografia abdominal evidenciando esteatose hepática grau II e colecistopatia litiásica (vesícula biliar parede fina repleta de cálculos); endoscopia digestiva alta com relato de esofagite grau C de Los Angeles. Glicose em jejum 160 mg/dl, Insulina 42 mU/l, hemoglobina glicada 7,9%, colesterol total 244 mg/dl e triglicérides 280 mg/dl. Será submetida ao tratamento cirúrgico da obesidade/síndrome metabólica. Dentre as afirmativas abaixo, assinale a opção CORRETA:
Paciente com obesidade, síndrome metabólica e DRGE grave (esofagite C) → Bypass Gástrico em Y de Roux é a melhor opção, pois trata obesidade, comorbidades e DRGE.
Em pacientes com obesidade e síndrome metabólica, especialmente aqueles com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) grave e esofagite, o Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR) é a técnica cirúrgica preferencial. Ele oferece excelentes resultados na perda de peso e remissão de comorbidades metabólicas, além de ser mais eficaz no controle da DRGE do que a gastrectomia vertical (GV), que pode até piorar o refluxo.
A cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz para o tratamento da obesidade grave e suas comorbidades metabólicas, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia e apneia obstrutiva do sono. A escolha da técnica cirúrgica depende de múltiplos fatores, como o perfil do paciente, comorbidades específicas e preferências do cirurgião e do paciente. Neste caso, a paciente apresenta obesidade grau II (IMC 36 kg/m²) com múltiplas comorbidades metabólicas descompensadas e, crucialmente, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) grave com esofagite grau C de Los Angeles. A Gastrectomia Vertical (GV), embora eficaz para perda de peso e remissão metabólica, pode exacerbar ou induzir DRGE em alguns pacientes devido à alteração da anatomia gástrica e aumento da pressão intraluminal. O Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR) é amplamente considerado o padrão-ouro para o tratamento da obesidade e síndrome metabólica, com resultados superiores na remissão do diabetes tipo 2 e outras comorbidades. Além disso, o BGYR é a técnica de escolha para pacientes com DRGE grave, pois cria um pequeno reservatório gástrico e desvia o fluxo biliar e pancreático, reduzindo significativamente o refluxo ácido e biliar para o esôfago, promovendo a cicatrização da esofagite.
A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono ou DRGE grave. A paciente do caso, com IMC 36 e múltiplas comorbidades, se enquadra nessas indicações.
O Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR) é preferível na DRGE grave porque ele cria um pequeno reservatório gástrico e desvia o fluxo biliar e pancreático, reduzindo significativamente o refluxo ácido e biliar para o esôfago. Isso leva a uma melhora ou resolução da esofagite e dos sintomas de refluxo, ao contrário da gastrectomia vertical que pode exacerbar a DRGE.
Ambas as técnicas são eficazes para a síndrome metabólica. O BGYR é considerado o padrão-ouro e geralmente oferece resultados superiores na remissão do diabetes tipo 2 e outras comorbidades metabólicas. A GV também é eficaz, mas pode ser menos potente para diabetes e, como mencionado, pode piorar a DRGE.
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