CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Sobre o paciente com lesão destacada no exame representado pela retinografia, podemos afirmar:
Teste de Watzke-Allen positivo (percepção de quebra na fenda de luz) confirma o diagnóstico de buraco macular.
O buraco macular idiopático causa perda de visão central e metamorfopsia; o teste de Watzke-Allen é uma ferramenta clínica simples para avaliar a descontinuidade foveal.
O buraco macular idiopático é uma condição que afeta principalmente mulheres acima dos 60 anos, relacionada a forças de tração vitreomacular tangenciais e anteroposteriores na interface vitreorretiniana. A fisiopatologia envolve o descolamento do vítreo posterior incompleto, que exerce tração sobre a fóvea, levando à deiscência do tecido neurossensorial. Clinicamente, o diagnóstico baseia-se na história de perda visual central e nos achados de biomicroscopia de fundo. O teste de Watzke-Allen, embora subjetivo, é altamente específico. O tratamento é cirúrgico, através da vitrectomia via pars plana com peeling da membrana limitante interna e tamponamento com gás, visando o fechamento do buraco e a melhora ou estabilização da visão.
O teste de Watzke-Allen é um exame clínico realizado na lâmpada de fenda utilizando uma lente de fundo de olho. O examinador projeta uma fenda de luz estreita e curta diretamente sobre a fóvea do paciente. Em um paciente com buraco macular de espessura total, ele relatará que a linha de luz parece 'quebrada', 'interrompida' ou com um afinamento central. Se a linha for vista apenas como tortuosa, sugere metamorfopsia (como na membrana epirretiniana), mas se houver uma lacuna real na luz, o teste é considerado positivo para buraco macular.
Os pacientes com buraco macular queixam-se tipicamente de uma redução súbita ou progressiva da acuidade visual central, dificuldade para leitura e metamorfopsia (distorção das imagens). Como a lesão ocorre na fóvea, a visão periférica permanece preservada. Um sinal clássico é o escotoma central, onde o paciente percebe uma mancha escura ou um 'vazio' bem no centro do campo de visão. O teste da tela de Amsler é frequentemente utilizado para monitorar e detectar essas distorções e falhas no campo visual central.
A retinografia permite a visualização direta da mácula, onde o buraco macular aparece como uma lesão circular ou ovalada, bem delimitada, de coloração avermelhada no centro da fóvea. Frequentemente, é possível observar depósitos amarelados (drusas ou exsudatos) na base do buraco e um halo de descolamento de retina seroso subfoveal ao redor da lesão. Embora a retinografia seja útil para documentação, a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é o padrão-ouro atual para classificar o estágio do buraco e planejar a cirurgia de vitrectomia.
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