CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
A imagem abaixo mais provavelmente foi obtida durante uma cirurgia para o tratamento de
Cirurgia de buraco de mácula → Vitrectomia + Peeling da Membrana Limitante Interna (MLI).
A remoção da MLI alivia a tração tangencial sobre a fóvea, aumentando significativamente as taxas de fechamento do buraco macular.
O buraco macular idiopático é causado por trações vítreas anormais na interface vitreorretiniana. O tratamento padrão-ouro é a vitrectomia via pars plana (VVPP). A técnica de 'inverted flap' da MLI tem sido cada vez mais utilizada para buracos grandes (>400 micras), onde um pedaço da membrana é dobrado sobre o buraco para estimular a proliferação glial e o fechamento anatômico.
A membrana limitante interna (MLI) atua como um andaime para a proliferação celular e forças de tração tangencial que mantêm o buraco aberto. Ao removê-la, as forças são aliviadas e a retina torna-se mais complacente, facilitando o fechamento do defeito foveal.
Como a MLI é transparente e extremamente fina, utilizam-se corantes vitais para facilitar sua visualização. O Azul Brilhante (Brilliant Blue G) é o mais comum devido ao seu perfil de segurança. O Verde de Indocianina também foi muito usado, mas apresenta maior potencial de toxicidade retiniana.
Após a vitrectomia e o peeling, o olho é preenchido com gás (SF6 ou C3F8). A bolha de gás exerce uma pressão de superfície (tamponamento) contra o buraco, mantendo-o seco e permitindo que as bordas se aproximem e cicatrizem. O posicionamento 'face-down' costuma ser orientado.
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