Buraco Lamelar de Mácula: Diagnóstico e Características

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

A observação de uma descontinuidade das camadas mais internas da retina na região macular, mas com camadas mais externas contínuas, leva ao diagnóstico de:

Alternativas

  1. A) Descolamento do epitélio pigmentado da retina
  2. B) Buraco lamelar de mácula
  3. C) Descolamento da hialoide posterior
  4. D) Membrana epirretiniana

Pérola Clínica

Buraco lamelar = perda de camadas internas da retina com fotorreceptores (camadas externas) preservados.

Resumo-Chave

O buraco lamelar é uma lesão de espessura parcial da mácula, caracterizada pela perda de tecido retiniano interno, mas com a integridade da camada de fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina.

Contexto Educacional

O diagnóstico das patologias da interface vitreorretiniana avançou significativamente com o advento do OCT. O buraco lamelar representa um estágio intermediário de sofrimento tecidual foveal. A preservação das camadas externas é o fator prognóstico mais importante para a manutenção da acuidade visual central. Residentes devem focar na análise detalhada das camadas retinianas no OCT para evitar diagnósticos errôneos que poderiam levar a indicações cirúrgicas desnecessárias.

Perguntas Frequentes

O que define um buraco lamelar de mácula?

O buraco lamelar de mácula é definido como uma descontinuidade parcial das camadas internas da retina na região foveal. Diferente do buraco macular de espessura total, no buraco lamelar as camadas externas, especificamente a linha dos fotorreceptores (zona elipsoide) e o epitélio pigmentado da retina (EPR), permanecem contínuas e preservadas. Frequentemente está associado à presença de membranas epirretinianas ou tração vitreomacular crônica, apresentando um perfil foveal em forma de 'taça' ou 'U' irregular na tomografia de coerência óptica (OCT).

Como diferenciar buraco lamelar de pseudoburaco macular?

A diferenciação é feita principalmente pelo OCT. No buraco lamelar, há perda real de tecido das camadas internas da retina. Já no pseudoburaco macular, a anatomia das camadas retinianas está preservada, mas a configuração foveal está alterada (geralmente mais verticalizada e estreita) devido à contração de uma membrana epirretiniana circundante, criando a falsa aparência de um buraco à fundoscopia. O pseudoburaco apresenta bordas íngremes e aumento da espessura macular central, enquanto o lamelar apresenta perda de tecido.

Qual a conduta clínica no buraco lamelar?

A conduta inicial na maioria dos casos de buraco lamelar é a observação clínica e acompanhamento com OCT, pois a condição costuma ser estável e a acuidade visual frequentemente é boa. A intervenção cirúrgica (vitrectomia via pars plana com peeling de membrana epirretiniana e/ou limitante interna) é reservada para casos com perda visual progressiva significativa ou metamorfopsia acentuada, embora os resultados funcionais pós-operatórios possam ser menos previsíveis do que nos buracos de espessura total.

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