CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre o teste do buraco estenopeico, é correto afirmar:
Buraco estenopeico melhora visão → Erro refrativo; Não melhora → Causa orgânica ou ambliopia.
O buraco estenopeico (pinhole) atua bloqueando raios de luz periféricos e divergentes, permitindo que apenas os raios centrais atinjam a retina, o que reduz os círculos de difusão e aumenta a nitidez.
O teste do buraco estenopeico é uma ferramenta diagnóstica simples e poderosa na propedêutica oftalmológica. Ele permite ao examinador distinguir rapidamente se a queixa de 'visão embaçada' do paciente pode ser resolvida com óculos ou se requer uma investigação diagnóstica mais profunda para doenças oculares. Fisicamente, ele aumenta a profundidade de campo. Clinicamente, é o primeiro passo para validar se a refração subjetiva alcançará o potencial máximo de visão do paciente.
O buraco estenopeico funciona reduzindo o tamanho do feixe de luz que entra no olho. Ao limitar a entrada de luz a um pequeno orifício central, ele elimina os raios periféricos que seriam mal refratados por uma córnea ou cristalino com erro refrativo. Isso resulta na redução dos círculos de difusão na retina, criando uma imagem mais nítida e aumentando a profundidade de foco, agindo de forma análoga ao fechamento do diafragma em uma câmera fotográfica.
Se a acuidade visual do paciente não melhora com o uso do buraco estenopeico, isso sugere fortemente que a causa da baixa visão não é um erro refrativo não corrigido. As causas prováveis incluem patologias orgânicas (como opacidades de meios, doenças maculares ou do nervo óptico) ou ambliopia (onde o déficit é no processamento cortical da imagem). Portanto, é um teste fundamental para triagem em consultas oftalmológicas.
O tamanho ideal do buraco estenopeico para uso clínico situa-se entre 1,0 mm e 1,5 mm. Se o orifício for muito grande (ex: 4-5 mm), ele não conseguirá bloquear os raios periféricos de forma eficaz para reduzir a difusão. Se for excessivamente pequeno (menor que 1,0 mm), o fenômeno da difração da luz torna-se significativo, espalhando a luz e degradando a qualidade da imagem formada na retina.
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