SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Adolescente do sexo feminino, 16 anos de idade, há 10 meses vem apresentando episódios recorrentes de grande ingestão de alimentos, vômitos provocados, hemorragia subconjuntival, diarreia e uso abusivo de laxantes. A situação descrita é sugestiva de:
Compulsão alimentar + vômitos/laxantes + preocupação com peso = Bulimia Nervosa.
A bulimia nervosa é caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos por comportamentos compensatórios inadequados (purgação, uso de laxantes, exercícios excessivos) para evitar ganho de peso. Sinais como hemorragia subconjuntival e diarreia podem indicar os métodos purgativos.
A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar, nos quais o indivíduo ingere uma quantidade excessiva de alimentos em um curto período, acompanhada de uma sensação de perda de controle. Esses episódios são seguidos por comportamentos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso, como vômitos autoinduzidos, uso abusivo de laxantes, diuréticos ou enemas, jejum prolongado ou exercícios físicos excessivos. A prevalência é maior em adolescentes e jovens adultos do sexo feminino. Os pacientes com bulimia nervosa geralmente mantêm um peso corporal dentro da faixa normal ou acima dela, o que pode dificultar o reconhecimento da doença. A preocupação excessiva com a imagem corporal e o peso é um componente central da psicopatologia. As complicações físicas da bulimia nervosa são diversas e resultam dos comportamentos purgativos. Incluem desequilíbrios eletrolíticos (especialmente hipocalemia), erosão do esmalte dentário, aumento das glândulas parótidas, esofagite, ruptura esofágica (síndrome de Mallory-Weiss ou Boerhaave), constipação crônica e dependência de laxantes. O tratamento envolve psicoterapia (especialmente Terapia Cognitivo-Comportamental) e, em alguns casos, farmacoterapia com antidepressivos. O reconhecimento precoce e a intervenção são cruciais para prevenir complicações graves e melhorar o prognóstico.
Os critérios incluem episódios recorrentes de compulsão alimentar (ingestão de grande quantidade de comida com sensação de perda de controle), seguidos por comportamentos compensatórios inadequados recorrentes (vômitos autoinduzidos, uso de laxantes/diuréticos, exercícios excessivos, jejum), ocorrendo pelo menos uma vez por semana por três meses, e autoavaliação indevidamente influenciada pelo peso e forma corporal.
Sinais físicos incluem erosão do esmalte dentário, aumento das glândulas parótidas (sinal de Russell), calosidades no dorso das mãos (devido a vômitos autoinduzidos), desequilíbrios eletrolíticos (hipocalemia), hemorragia subconjuntival e, em casos de abuso de laxantes, diarreia crônica.
A principal diferença é a presença de comportamentos compensatórios inadequados na bulimia nervosa (vômitos, laxantes, etc.) após os episódios de compulsão alimentar. No transtorno de compulsão alimentar periódico, há compulsão, mas não há purgação ou outros comportamentos compensatórios regulares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo