Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Sônia, 65 anos, fumante há 40 anos, apresenta dispneia progressiva e tosse. O diagnóstico relacionado ao tabagismo é:
Tosse produtiva > 3 meses/ano por > 2 anos em fumante = Bronquite Crônica, componente da DPOC.
A bronquite crônica é uma condição inflamatória das vias aéreas, caracterizada por tosse produtiva na maioria dos dias por pelo menos três meses em dois anos consecutivos, na ausência de outras causas. É fortemente associada ao tabagismo e é um dos componentes da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
A bronquite crônica é uma das manifestações da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma condição respiratória progressiva e irreversível que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O principal fator de risco para o desenvolvimento da bronquite crônica e da DPOC é o tabagismo prolongado. A exposição à fumaça do cigarro causa inflamação persistente das vias aéreas, levando à hipersecreção de muco, hipertrofia das glândulas mucosas e disfunção ciliar, resultando em tosse crônica e produtiva. Os critérios diagnósticos para bronquite crônica incluem tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, durante dois anos consecutivos, na ausência de outras causas. A dispneia progressiva é outro sintoma comum, que se agrava com a evolução da doença. Embora a bronquite crônica seja uma entidade clínica, a confirmação da obstrução do fluxo aéreo e a avaliação da gravidade da DPOC são realizadas por meio da espirometria, que mostra um VEF1/CVF reduzido e não totalmente reversível após broncodilatador. O manejo da bronquite crônica e da DPOC foca na cessação do tabagismo, que é a medida mais eficaz para retardar a progressão da doença. O tratamento farmacológico inclui broncodilatadores (beta-2 agonistas e anticolinérgicos de longa ação) e, em casos selecionados, corticosteroides inalatórios. A reabilitação pulmonar, vacinação e oxigenoterapia domiciliar também são componentes importantes do tratamento. O diagnóstico precoce e a intervenção são essenciais para melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
A bronquite crônica é diagnosticada pela presença de tosse produtiva (com expectoração) na maioria dos dias, por pelo menos três meses do ano, durante dois anos consecutivos, na ausência de outras causas que justifiquem a tosse.
O tabagismo é a principal causa da bronquite crônica. A exposição prolongada à fumaça do cigarro causa inflamação crônica e irritação das vias aéreas, levando à hipersecreção de muco e à disfunção ciliar, características da doença.
A bronquite crônica, como parte da DPOC, é caracterizada por obstrução do fluxo aéreo geralmente irreversível e progressiva, associada principalmente ao tabagismo. A asma, por sua vez, apresenta obstrução reversível, inflamação eosinofílica e é frequentemente desencadeada por alérgenos ou irritantes específicos.
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