Bronquite Aguda: Sintomas, Diagnóstico e Manejo Clínico

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Qual das alternativas a seguir melhor descreve a bronquite aguda?

Alternativas

  1. A) Tosse e expectoração diários por 3 meses por dois ou mais anos acompanhada de outros sintomas respiratórios, com limitação do fluxo de ar devido a anormalidades das vias aéreas ou alveolares geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos.
  2. B) Cursa com sintoma primário de tosse, acompanhada de temperatura inferior a 36 ° C ou superior a 38 ° C, pulso superior a 90 batimentos por minuto, frequência respiratória superior a 20 respirações por minuto ou contagem de leucócitos inferior a 4.000 células / μL ou superior a 12.000 células / μL.
  3. C) Presença de tosse que persiste em média por 3 dias, com nenhum ou pouco escarro, acompanhada ou precedida por sintomas de infecção do trato respiratório superior, com dispneia subjetiva resultante de dor torácica com a respiração, mas não de hipóxia.
  4. D) Caracteriza-se por uma tosse que persiste por uma média de 10 a 14 dias, afetando 15% dos adultos anualmente, geralmente causada por bactérias em mais de 50% dos casos; ao exame físico evidencia-se síndrome de condensação pulmonar.

Pérola Clínica

Bronquite aguda → tosse (3 dias a semanas), IVAS prévia, sem hipóxia, exame físico geralmente normal.

Resumo-Chave

A bronquite aguda é uma inflamação das vias aéreas inferiores, geralmente viral, caracterizada por tosse que pode durar semanas. É importante diferenciá-la de pneumonia pela ausência de sinais de consolidação pulmonar e hipóxia significativa, e de bronquite crônica pela duração e reversibilidade dos sintomas.

Contexto Educacional

A bronquite aguda é uma condição inflamatória comum das vias aéreas inferiores, afetando brônquios e bronquíolos, geralmente de etiologia viral. É uma das causas mais frequentes de tosse aguda em adultos, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina saberem diferenciá-la de condições mais graves, como a pneumonia, para evitar o uso desnecessário de antibióticos e suas consequências. Fisiopatologicamente, a infecção viral leva à inflamação e edema da mucosa brônquica, com aumento da produção de muco, resultando em tosse. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, que tipicamente revela ausência de sinais de consolidação pulmonar ou hipoxemia. A tosse pode ser acompanhada de dispneia subjetiva devido à dor torácica pleurítica, mas não por hipóxia significativa. O manejo é de suporte, focando no alívio dos sintomas. É fundamental educar o paciente sobre a natureza autolimitada da doença e a ineficácia dos antibióticos. O prognóstico é geralmente excelente, com resolução completa dos sintomas em algumas semanas, embora a tosse possa persistir por um período mais longo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da bronquite aguda?

O sintoma primário da bronquite aguda é a tosse, que pode ser seca ou produtiva e persistir por dias a semanas. Frequentemente é precedida por sintomas de infecção do trato respiratório superior, como coriza e dor de garganta.

Como diferenciar bronquite aguda de pneumonia?

A bronquite aguda geralmente não apresenta sinais de consolidação pulmonar ao exame físico (como macicez, estertores crepitantes localizados) ou hipóxia significativa, que são mais característicos de pneumonia. Radiografia de tórax é normal na bronquite aguda.

Qual a conduta inicial para bronquite aguda?

O tratamento da bronquite aguda é principalmente sintomático, com repouso, hidratação e, se necessário, analgésicos/antipiréticos. Antibióticos não são indicados, pois a maioria dos casos é de etiologia viral.

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