IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2017
Lactente de 4 meses está sendo atendido na UBS por quadro de rinorreia hialina há 4 dias, acompanhada de tosse e respiração acelerada. Ao exame físico, o bebê encontra-se choroso, com temperatura de 37,4°C; FC de 110 bpm; FR de 60 irpm e saturação de 92% em ar ambiente. Na ausculta, são notados sibilos expiratórios difusos. É explicado para os pais que a principal hipótese diagnóstica é de bronquiolite, que tem como etiologia principal o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Com relação a essa entidade, é CORRETO afirmar para os pais que:
Bronquiolite por VSR é autolimitada, mas pode predispor a sibilância recorrente em lactentes.
A bronquiolite viral, especialmente a causada pelo VSR, é uma infecção respiratória comum em lactentes, geralmente autolimitada. No entanto, a inflamação e o remodelamento das vias aéreas podem aumentar o risco de episódios futuros de sibilância, mesmo sem nova infecção, sendo um ponto importante a ser comunicado aos pais.
A bronquiolite é uma infecção viral aguda das vias aéreas inferiores, que afeta principalmente lactentes e crianças jovens, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por 50-80% dos casos. A doença é caracterizada por inflamação, edema e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando à obstrução das pequenas vias aéreas e manifestando-se com sibilância e desconforto respiratório. O diagnóstico da bronquiolite é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico, que revela taquipneia, sibilância e, por vezes, crepitações. Exames complementares como radiografia de tórax geralmente mostram hiperinsuflação e infiltrados peribrônquicos, mas não são específicos para o diagnóstico etiológico. A maioria dos casos é autolimitada e pode ser manejada em casa com suporte, mas alguns lactentes, especialmente os prematuros ou com comorbidades, podem necessitar de hospitalização. Embora a fase aguda da bronquiolite seja autolimitada, é importante orientar os pais sobre o risco de episódios recorrentes de sibilância e hiperreatividade brônquica nos anos seguintes, mesmo sem nova infecção. O tratamento é de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia se necessário e aspiração de secreções. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja indicação específica.
A bronquiolite tipicamente se manifesta com rinorreia, tosse, taquipneia, sibilância e, em casos mais graves, desconforto respiratório, tiragens e cianose, geralmente precedida por sintomas de infecção de vias aéreas superiores.
A hospitalização é indicada para lactentes com sinais de desconforto respiratório moderado a grave, hipoxemia (saturação <90-92%), desidratação, apneia, ou para aqueles com fatores de risco como prematuridade ou cardiopatia congênita.
O principal agente etiológico é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias ou por gotículas, sendo altamente contagiosa.
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