SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Menina de 4 meses de idade foi levada ao pronto-socorro devido a quadro de cansaço hoje. Há 3 dias apresenta tosse, coriza e febre não aferida. Nasceu de parto normal, com idade gestacional de 35 semanas e peso ao nascer de 2.650 g. Teve alta do berçário com 3 dias de vida e está em aleitamento materno exclusivo. No exame físco, encontra-se em regular estado geral, afebril, ativa e reativa, com FR: 70 ipm, FC: 160 bpm e tempo de enchimento capilar: 2 segundos. Fontanela plana e normotensa. Ausculta pulmonar com estertores grossos, roncos e sibilos difusos. Presença de tiragem subcostal e intercostal. Saturação de oxigênio em ar ambiente: 89%. Ausculta cardíaca normal. Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito e baço palpável no rebordo costal esquerdo. Sem outras alterações ou queixas. Pesquisa de VSR positiva. A melhor conduta neste momento, dentre as opções abaixo, é:
Bronquiolite em lactente com desconforto respiratório e hipoxemia → oxigenoterapia + inalação com soro fisiológico.
A bronquiolite viral aguda em lactentes, especialmente prematuros, requer manejo de suporte. A oxigenoterapia é crucial para hipoxemia, e a inalação com soro fisiológico pode auxiliar na desobstrução das vias aéreas, mas outras medicações como corticoides, broncodilatadores e antivirais não são rotineiramente indicadas.
A bronquiolite viral aguda é uma doença respiratória comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O manejo é predominantemente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. A avaliação da gravidade é crucial, e a presença de taquipneia, tiragens e hipoxemia (saturação < 90%) indica a necessidade de intervenções mais ativas. A oxigenoterapia é a pedra angular do tratamento para lactentes com hipoxemia, mantendo a saturação de oxigênio em níveis seguros. A inalação com soro fisiológico, embora não cure a doença, pode auxiliar na fluidificação das secreções e na desobstrução das vias aéreas, facilitando a respiração. É importante ressaltar que oseltamivir é para influenza, e corticoides ou broncodilatadores não são recomendados rotineiramente para bronquiolite, a menos que haja forte suspeita de asma subjacente ou resposta prévia. A hidratação adequada e a nutrição são fundamentais, e a aspiração suave de secreções nasais pode melhorar o conforto respiratório. A monitorização contínua dos sinais vitais e da saturação de oxigênio é essencial para identificar a progressão da doença e ajustar o suporte conforme necessário. A prematuridade é um fator de risco para bronquiolite grave, exigindo atenção redobrada.
A principal medida é a oxigenoterapia, que deve ser administrada para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%, conforme as diretrizes clínicas.
A inalação com soro fisiológico hipertônico (3%) pode ser considerada em alguns casos, mas a inalação com soro fisiológico isotônico (0,9%) é uma medida de suporte que pode ajudar na fluidificação de secreções e desobstrução das vias aéreas.
Estudos clínicos demonstraram que corticoides e broncodilatadores não oferecem benefício significativo na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda e podem estar associados a efeitos adversos, não sendo recomendados para uso rotineiro.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo