Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2019
Lactente de 5 meses de idade, com tosse produtiva há 5 dias, febre e coriza, evoluindo com dificuldade em amamentar e cansaço ao respirar. Ao exame físico apresenta taquipnéia e tiragem subcostal moderada, à ausculta com sibilos e estertores bilaterais. Feito bronco dilatador porém sem resposta. Solicitado raios-X de tórax que evidenciou hiperinsulflação pulmonar difusa bilateral. Qual o agente etiológico mais provável:
Lactente < 1 ano com quadro de IVAS + sibilância/desconforto respiratório e hiperinsuflação → VSR (bronquiolite).
O quadro clínico de um lactente jovem com infecção de vias aéreas superiores (IVAS) que evolui com sibilância, desconforto respiratório, taquipneia e hiperinsuflação pulmonar, sem resposta a broncodilatadores, é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais comum.
A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns em lactentes e a principal causa de hospitalização em crianças menores de um ano. Caracteriza-se por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em desconforto respiratório. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável pela maioria dos casos, especialmente nos meses de inverno. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais brônquicas, levando a necrose celular, edema da mucosa, produção excessiva de muco e acúmulo de debris, o que causa obstrução das vias aéreas distais. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente (< 2 anos), pródromos de IVAS e o desenvolvimento de taquipneia, sibilância e crepitações. O raio-X de tórax pode mostrar hiperinsuflação e infiltrados peribrônquicos. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia para hipoxemia e aspiração de secreções. Broncodilatadores e corticoides geralmente não são recomendados de rotina devido à falta de evidências de benefício significativo. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente.
Os principais sinais incluem tosse, coriza, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem subcostal e dificuldade para se alimentar. O desconforto respiratório é progressivo.
Na bronquiolite, a obstrução é causada principalmente por edema e necrose de células epiteliais, muco e debris celulares nas pequenas vias aéreas, e não por broncoespasmo significativo, o que limita a resposta aos broncodilatadores.
A bronquiolite é geralmente o primeiro episódio de sibilância em lactentes < 1 ano, frequentemente associada a infecção viral. A asma tende a ter episódios recorrentes e pode ter histórico familiar de atopia.
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