Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e Agente Etiológico

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024

Enunciado

Uma lactente com três meses de vida foi levada ao pronto‑socorro com quadro de tosse e coriza há três dias. Evoluiu, posteriormente, para dificuldade para respirar e chiados. Os pais referem recusa alimentar. No exame físico, paciente em regular estado geral, taquipneica, com desconforto respiratório, murmúrios vesiculares diminuídos à ausculta, presença de roncos difusos e sibilos e saturação de O2 de 90% em ar ambiente. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável e o principal agente etiológico.

Alternativas

  1. A) bronquiolite viral aguda e vírus sincicial respiratório
  2. B) bronquiolite viral aguda e adenovírus
  3. C) pneumonia e Streptococcus pneumoniae
  4. D) pneumonia e Staphylococcus aureus
  5. E) gripe e metapneumovírus

Pérola Clínica

Bronquiolite viral aguda em lactente <6m com sibilância e desconforto respiratório → VSR é o principal agente etiológico.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente mais frequente, causando quadro de tosse, coriza, sibilância e desconforto respiratório, podendo levar à hipoxemia e recusa alimentar.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns em lactentes, especialmente nos primeiros seis meses de vida, sendo uma importante causa de hospitalização pediátrica. Caracteriza-se por inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável pela maioria dos casos, com picos de incidência nos meses de outono e inverno. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, sibilância e desconforto respiratório. O exame físico revela taquipneia, tiragens, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar. A oximetria de pulso é crucial para avaliar a gravidade, sendo a hipoxemia um indicador de internação. É fundamental diferenciar de outras causas de sibilância, como asma ou aspiração de corpo estranho, embora a idade e o quadro viral sejam sugestivos. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso inclui oxigenoterapia, se necessário, hidratação oral ou intravenosa, e aspiração de secreções nasais. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os principais sinais incluem tosse, coriza, sibilância, taquipneia, desconforto respiratório (tiragens, batimento de asa de nariz) e, em casos mais graves, hipoxemia e recusa alimentar.

Qual é o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda e como é transmitido?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas, geralmente por gotículas ou contato com superfícies contaminadas.

Qual a conduta inicial para um lactente com bronquiolite viral aguda e hipoxemia?

A conduta inicial é de suporte, incluindo oxigenoterapia para manter saturação >90-92%, hidratação adequada, aspiração de vias aéreas superiores e monitorização. Não há indicação rotineira de broncodilatadores ou corticoides.

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