AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2015
Lactente de 6 meses iniciou há uma semana com rinorreia, tosse e febre baixa. Após 2 dias a febre tornou-se elevada (39°C) e a tosse tornou-se paroxística. Ao exame apresenta dispneia moderada, batimento de asa do nariz e na ausculta pulmonar presença de sibilos predominantemente expiratórios e estertores subcrepitantes. Radiografia de tórax evidencia aumento do volume torácico, hipertransparência e retificação do diafragma. Além da internação e do aporte de oxigênio e de fluidoterapia, este paciente poderia se beneficiar do uso de:
Bronquiolite viral aguda em lactente com dispneia moderada → Suporte + Solução Salina Hipertônica (nebulização) pode ser benéfica.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, geralmente causada pelo VSR. O tratamento é primariamente de suporte, mas a nebulização com solução salina hipertônica tem sido estudada e pode reduzir o tempo de internação em casos moderados a graves, agindo por osmose para fluidificar secreções e reduzir edema.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilos e crepitações. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, sintomas respiratórios (rinorreia, tosse, dispneia, febre) e achados do exame físico (taquipneia, batimento de asa do nariz, tiragem, sibilos, estertores). A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação, retificação diafragmática e infiltrados peribrônquicos. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo oxigenoterapia, hidratação e suporte nutricional. Embora antimicrobianos, corticosteroides e broncodilatadores não sejam rotineiramente recomendados, a nebulização com solução salina hipertônica (3%) tem evidências de benefício em alguns casos, especialmente em pacientes internados, por fluidificar secreções e reduzir o edema da mucosa. O palivizumabe é uma imunoprofilaxia para grupos de risco, não um tratamento para a doença aguda. A fisioterapia respiratória pode ser útil em casos selecionados, mas não é uma indicação universal.
Clinicamente, lactentes apresentam rinorreia, tosse, febre baixa, dispneia, sibilos expiratórios e estertores subcrepitantes. Radiograficamente, pode-se observar aumento do volume torácico, hipertransparência e retificação do diafragma.
A solução salina hipertônica (3%) nebulizada pode ser benéfica em casos moderados a graves de bronquiolite, agindo por osmose para fluidificar as secreções espessas e reduzir o edema da mucosa brônquica, facilitando a expectoração e melhorando a função pulmonar.
O palivizumabe é um anticorpo monoclonal utilizado para prevenção da infecção grave por VSR em grupos de alto risco, como prematuros extremos, lactentes com doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita significativa, e não como tratamento para bronquiolite já estabelecida.
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