Bronquiolite Viral Aguda: Manejo e Uso da Solução Salina Hipertônica

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

Lactente de 6 meses iniciou há uma semana com rinorreia, tosse e febre baixa. Após 2 dias a febre tornou-se elevada (39°C) e a tosse tornou-se paroxística. Ao exame apresenta dispneia moderada, batimento de asa do nariz e na ausculta pulmonar presença de sibilos predominantemente expiratórios e estertores subcrepitantes. Radiografia de tórax evidencia aumento do volume torácico, hipertransparência e retificação do diafragma. Além da internação e do aporte de oxigênio e de fluidoterapia, este paciente poderia se beneficiar do uso de:

Alternativas

  1. A) antimicrobianos.
  2. B) fisioterapia respiratória.
  3. C) solução salina hipertônica.
  4. D) corticosteróides sistêmicos.
  5. E) anticorpo monoclonal (palivizumabe).

Pérola Clínica

Bronquiolite viral aguda em lactente com dispneia moderada → Suporte + Solução Salina Hipertônica (nebulização) pode ser benéfica.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, geralmente causada pelo VSR. O tratamento é primariamente de suporte, mas a nebulização com solução salina hipertônica tem sido estudada e pode reduzir o tempo de internação em casos moderados a graves, agindo por osmose para fluidificar secreções e reduzir edema.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilos e crepitações. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, sintomas respiratórios (rinorreia, tosse, dispneia, febre) e achados do exame físico (taquipneia, batimento de asa do nariz, tiragem, sibilos, estertores). A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação, retificação diafragmática e infiltrados peribrônquicos. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo oxigenoterapia, hidratação e suporte nutricional. Embora antimicrobianos, corticosteroides e broncodilatadores não sejam rotineiramente recomendados, a nebulização com solução salina hipertônica (3%) tem evidências de benefício em alguns casos, especialmente em pacientes internados, por fluidificar secreções e reduzir o edema da mucosa. O palivizumabe é uma imunoprofilaxia para grupos de risco, não um tratamento para a doença aguda. A fisioterapia respiratória pode ser útil em casos selecionados, mas não é uma indicação universal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados clínicos e radiográficos na bronquiolite viral aguda?

Clinicamente, lactentes apresentam rinorreia, tosse, febre baixa, dispneia, sibilos expiratórios e estertores subcrepitantes. Radiograficamente, pode-se observar aumento do volume torácico, hipertransparência e retificação do diafragma.

Qual o papel da solução salina hipertônica no tratamento da bronquiolite?

A solução salina hipertônica (3%) nebulizada pode ser benéfica em casos moderados a graves de bronquiolite, agindo por osmose para fluidificar as secreções espessas e reduzir o edema da mucosa brônquica, facilitando a expectoração e melhorando a função pulmonar.

Quando considerar o uso de palivizumabe em lactentes?

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal utilizado para prevenção da infecção grave por VSR em grupos de alto risco, como prematuros extremos, lactentes com doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita significativa, e não como tratamento para bronquiolite já estabelecida.

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