HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Lactente de 4 meses de vida, previamente hígido, vem à consulta com queixa de coriza e tosse há 1 dia, e aumento da temperatura hoje para 37,6 ºC. Ao exame físico, está em BEG, corado e hidratado, anictérico, acianótico e T: 37 ºC. Apresenta coriza nasal hialina. Membranas timpânicas translúcidas e com brilho. Orofaringe com discreta hiperemia. FR: 45 ipm com MV presente com discretos roncos e vários sibilos em ambos os hemitórax, discreto esforço expiratório. BRNF em 2 T e sem sopros, FC: 110 bpm. Abdome globoso e flácido, sem visceromegalias. O agente etiológico mais provável neste caso é:
Lactente < 1 ano com coriza, tosse, febre baixa e sibilância → Bronquiolite viral, VSR é o principal agente.
A bronquiolite viral aguda é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) responsável pela maioria dos casos. O quadro clínico típico inclui pródromos de infecção de vias aéreas superiores seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e esforço respiratório, especialmente em bebês jovens.
A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de hospitalização em lactentes, especialmente nos meses de inverno. É uma infecção viral do trato respiratório inferior que afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando à inflamação, edema e produção de muco, resultando em obstrução e sibilância. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais prevalente, mas outros vírus como rinovírus, metapneumovírus e adenovírus também podem causar a doença. A compreensão da epidemiologia e dos agentes causadores é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. O diagnóstico da bronquiolite é essencialmente clínico, baseado na idade do paciente (geralmente < 2 anos, com pico entre 2 e 6 meses) e nos sintomas típicos de infecção de vias aéreas superiores que progridem para tosse, taquipneia, sibilância e esforço respiratório. O exame físico revela sibilância difusa e roncos, com possível crepitação. A identificação do agente etiológico, embora não altere drasticamente a conduta na maioria dos casos leves a moderados, é importante para vigilância epidemiológica e em casos graves ou de pesquisa. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia se necessário e aspiração de vias aéreas. Não há tratamento antiviral específico rotineiramente recomendado. A prevenção com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco. Residentes devem estar aptos a reconhecer o quadro clínico, diferenciar de outras condições e iniciar o suporte adequado, evitando intervenções desnecessárias como antibióticos ou broncodilatadores em casos típicos não complicados.
Os principais sinais e sintomas incluem coriza, tosse, febre baixa, taquipneia, sibilância, roncos e esforço respiratório, como tiragem intercostal e batimento de asas nasais. A doença geralmente começa com sintomas de resfriado comum e progride para o trato respiratório inferior.
O VSR é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda, responsável por 50-80% dos casos, especialmente em lactentes menores de 6 meses. Sua alta infectividade e capacidade de causar inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas o tornam o principal patógeno.
A bronquiolite se caracteriza pela tríade de coriza, tosse e sibilância em lactentes, com sinais de esforço respiratório. Pneumonias bacterianas podem apresentar febre alta e crepitações, enquanto a asma geralmente tem histórico familiar e episódios recorrentes, sendo menos comum em lactentes jovens.
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