FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2017
Lactente de 2 meses e 15 dias é admitido na enfermaria com tosse, taquidispnéia, gemência, tiragem de fúrcula e febre baixa. À ausculta pulmonar, raros sibilos e hiperinsuflação pulmonar. Com bases nos dados acima, qual o tratamento mais adequado:
Bronquiolite viral aguda: Suporte (hidratação, O2) e inalação hipertônica são pilares, corticoides e broncodilatadores não são rotina.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção comum em lactentes, caracterizada por obstrução de pequenas vias aéreas. O tratamento é primariamente de suporte, focando em hidratação adequada, oxigenioterapia se houver hipoxemia e, em alguns casos, inalação com solução salina hipertônica para auxiliar na depuração mucociliar. Corticoides e broncodilatadores não são recomendados rotineiramente.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. É crucial para residentes reconhecerem o quadro clínico e iniciar o manejo adequado para prevenir complicações. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, nos sintomas respiratórios (tosse, taquipneia, sibilância) e nos achados do exame físico (tiragem, hiperinsuflação, sibilos). A fisiopatologia envolve a inflamação e o edema das vias aéreas, o que justifica a dificuldade respiratória. A suspeita deve ser alta em lactentes com sintomas respiratórios agudos, especialmente durante os meses de inverno. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte. Isso inclui garantir hidratação adequada, monitorar a saturação de oxigênio e fornecer oxigenioterapia se houver hipoxemia. A inalação com solução salina hipertônica pode ser considerada em casos selecionados. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem necessitar de internação hospitalar e suporte ventilatório.
Os principais sinais e sintomas incluem tosse, taquidispneia, sibilância, tiragem intercostal/subcostal, gemência e, por vezes, febre baixa. A ausculta pode revelar sibilos e crepitantes, além de hiperinsuflação pulmonar.
A inalação com solução salina hipertônica (3%) pode ajudar a reduzir o edema da mucosa brônquica e a fluidificar as secreções, facilitando a sua eliminação e melhorando a função pulmonar em alguns lactentes com bronquiolite.
A oxigenioterapia é indicada quando o lactente apresenta hipoxemia, geralmente definida como saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente. O objetivo é manter a saturação acima desses valores para evitar complicações.
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