AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Lactente inicia com quadro de tosse e coriza há 3 dias, sem febre no início e alimentando-se bem. Há um dia piora da tosse e do esforço respiratório, temperatura de 38ºC, diminuição da aceitação alimentar e mais irritado. Ao exame frequência respiratória de 65irpm, presença de tiragem inter e subcostal, sibilos expiratórios e estertores crepitantes na ausculta. Analise as alternativas abaixo sobre este caso. I - O agente etiológico prevalente é o vírus sincicial respiratório em menores de um ano e do rinovírus acima disto. II - O tratamento com broncodilatadores estaria melhor indicado se houver história de sibilância pregressa, presença de eczema e idade maior. III - Pela presença de febre e estertores crepitantes estaria indicado o início de antibióticos. IV - Este paciente pode ser liberado com tratamento ambulatorial. Estão corretas apenas as alternativas
Bronquiolite: VSR <1 ano, rinovírus >1 ano. Broncodilatadores se sibilância prévia/eczema. ATB não indicado sem complicação bacteriana.
A bronquiolite é uma infecção viral comum em lactentes, com VSR sendo o principal agente em menores de 1 ano. O tratamento é de suporte, e broncodilatadores são considerados apenas em casos selecionados com fatores de risco para asma, não sendo rotina. Antibióticos são reservados para suspeita de coinfecção bacteriana.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente em menores de um ano, enquanto o rinovírus pode ser mais prevalente em crianças maiores. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como tosse, coriza, taquipneia, sibilância e crepitantes. A gravidade é avaliada pelo esforço respiratório, frequência respiratória, saturação de oxigênio e aceitação alimentar. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia se necessário e aspiração de secreções nasais. A indicação de broncodilatadores é controversa e geralmente restrita a pacientes com fatores de risco para asma (história de sibilância prévia, eczema) ou resposta positiva a uma dose teste. Antibióticos não são recomendados rotineiramente, pois a etiologia é viral, sendo indicados apenas em caso de forte suspeita de coinfecção bacteriana, como pneumonia bacteriana secundária. A decisão de tratamento ambulatorial ou internação depende da gravidade do quadro, idade do paciente e presença de fatores de risco.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais prevalente em lactentes menores de um ano com bronquiolite, seguido por outros vírus como o rinovírus.
Broncodilatadores podem ser considerados em pacientes com história de sibilância pregressa, presença de eczema ou idade maior, sugerindo um componente de hiperreatividade brônquica, mas não são indicados rotineiramente.
Não necessariamente. Febre e estertores crepitantes são achados comuns na bronquiolite viral e não são, por si só, indicação para início de antibióticos, que são reservados para suspeita de coinfecção bacteriana.
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