HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Lactente de 4 meses de idade é atendida com desconforto respiratório após dois dias de coriza hialina e redução da aceitação alimentar e febre não aferida. Mãe nega quadro semelhante anteriormente. Criança em regular estado geral, afebril, taquidispneica com uso de musculatura acessória, FR: 55 ipm, SatO₂: 92% em a.a., ausculta pulmonar com sibilos eestertores finos bilateralmente. Restante do exame físico normal. Entre as propostas terapêuticas que seguem, a melhor para esta paciente é:
Bronquiolite em lactente: suporte, hidratação, nebulização com SF 0,9%. Corticoide/broncodilatador NÃO rotina.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de desconforto respiratório em lactentes. O tratamento é primariamente de suporte, focando em hidratação, oxigenação e desobstrução de vias aéreas. Nebulização com soro fisiológico pode ajudar na fluidificação de secreções.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por cerca de 70% dos casos. Clinicamente, manifesta-se por pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e, em casos mais graves, desconforto respiratório significativo. É uma condição de grande importância clínica devido à alta taxa de hospitalização em lactentes jovens. A fisiopatologia envolve a inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, hipersecreção de muco e formação de plugs de muco e células, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, nos sintomas e nos achados do exame físico, como sibilância e estertores finos. A oximetria de pulso é essencial para avaliar a gravidade. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. Isso inclui a manutenção da hidratação, oxigenoterapia se houver hipoxemia (SatO₂ < 90-92%), e desobstrução das vias aéreas superiores. A nebulização com soro fisiológico hipertônico (3%) ou isotônico (0,9%) pode ser considerada para fluidificar secreções e facilitar a expectoração, embora a evidência para o soro isotônico seja mais limitada. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina, pois não demonstraram benefividade na maioria dos casos e podem ter efeitos adversos. A vigilância para sinais de piora é fundamental.
Coriza, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, uso de musculatura acessória e, em casos mais graves, cianose e dificuldade para se alimentar.
A nebulização com soro fisiológico ajuda a fluidificar as secreções nas vias aéreas, facilitando sua remoção e melhorando a respiração, sendo uma medida de suporte eficaz.
A internação é indicada para lactentes com hipoxemia persistente (SatO₂ < 90-92%), desconforto respiratório grave, apneia, desidratação ou incapacidade de se alimentar adequadamente.
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