HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2019
Assinale a alternativa CORRETA:
Bronquiolite viral aguda: maior prevalência em < 1 ano, pico entre 3 e 6 meses.
A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória mais comum em lactentes, com alta incidência no primeiro ano de vida, especialmente entre 3 e 6 meses. O diagnóstico é clínico, e exames complementares e tratamentos específicos (broncodilatadores, corticoides) não são rotineiramente indicados.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum que afeta principalmente lactentes, com pico de incidência entre 3 e 6 meses de idade e maior prevalência em crianças menores de 1 ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. É crucial para o residente reconhecer a epidemiologia e a apresentação clínica típica para um manejo adequado. O diagnóstico da BVA é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico, que revela sinais de desconforto respiratório, sibilância e crepitações. Exames complementares como radiografia de tórax, gasometria arterial ou hemograma não são rotineiramente necessários e devem ser solicitados apenas em casos de dúvida diagnóstica, suspeita de complicação ou gravidade. O tratamento da BVA é primariamente de suporte, focado em manter a oxigenação e hidratação adequadas. A oxigenioterapia é indicada para hipoxemia (saturação < 90-92%). Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores (beta-2 agonistas), corticosteroides ou antibióticos, que devem ser reservados para situações específicas ou comorbidades.
Os principais sinais e sintomas incluem tosse, coriza, febre baixa, taquipneia, sibilância e desconforto respiratório, geralmente precedidos por um quadro catarral.
A conduta inicial é de suporte, incluindo oxigenioterapia se saturação < 90-92%, hidratação adequada e aspiração de vias aéreas superiores. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados.
A radiografia de tórax não é imperiosa para o diagnóstico de bronquiolite viral aguda, que é clínico. É indicada apenas em casos atípicos, suspeita de complicações como pneumonia ou para afastar outros diagnósticos.
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