Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
Trata-se de lactente de 4 meses de idade que iniciou quadro de coriza, congestão nasal e tosse. Procurado atendimento médico e paciente liberado para casa, sob hipótese diagnóstica de nasofaringite. Evoluiu 3 dias após com taquidispneia e sibilância, com necessidade de internação para suporte de oxigênio. Correlacionando o quadro descrito, leia atentamente as afirmativas abaixo. I. O principal agente etiológico provável é o rinovírus. II. O período de incubação do agente varia de 1 a 3 semanas, com transmissão por gotículas e necessidade de isolamento respiratório. III. Está indicado tratamento com azitromicina. IV. Acomete principalmente crianças abaixo de 2 anos de idade. Está(ão) CORRETA(s) a(s) afirmativa(s):
Bronquiolite viral aguda → Principalmente < 2 anos, VSR comum, tratamento suporte.
O quadro clínico de um lactente de 4 meses com sintomas respiratórios superiores que evoluem para taquidispneia e sibilância é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda. Esta doença afeta predominantemente crianças menores de 2 anos, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais comum. O tratamento é de suporte, sem indicação rotineira de antibióticos ou antivirais específicos.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. É uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de 1 ano. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como coriza e tosse, progredindo para taquipneia, sibilância, tiragem e, em casos mais graves, hipoxemia. O principal agente etiológico é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos, especialmente em lactentes jovens. Outros vírus, como rinovírus, parainfluenza e adenovírus, também podem causar bronquiolite. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, e o período de incubação é geralmente de 2 a 8 dias. A doença acomete predominantemente crianças abaixo de 2 anos de idade, devido às particularidades anatômicas e imunológicas dessa faixa etária. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso pode incluir oxigenoterapia, hidratação oral ou intravenosa e aspiração de secreções nasais. Não há evidências que justifiquem o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides, antivirais específicos ou antibióticos, a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana. O isolamento por contato e gotículas é importante para prevenir a disseminação hospitalar.
O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 50-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza e adenovírus.
O tratamento da bronquiolite viral aguda é essencialmente de suporte, incluindo oxigenoterapia para hipoxemia, hidratação adequada e aspiração de vias aéreas superiores. Não há indicação rotineira de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos.
A bronquiolite é mais prevalente em crianças abaixo de 2 anos de idade, com pico entre 2 e 6 meses, devido ao menor calibre das vias aéreas e imaturidade do sistema imunológico, o que as torna mais suscetíveis à obstrução e inflamação.
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