HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Lactente, 4 meses de idade, apresentando pela primeira vez quadro de febre, coriza, tosse, taquipneia e sibilância importante a ausculta. A conduta que apresentam boa evidência de benefício devendo ser usada de rotina para o quadro nosológico:
Bronquiolite viral aguda em lactentes → medidas de suporte (hidratação, desobstrução nasal) são a base do tratamento; corticoides e broncodilatadores não são rotina.
A bronquiolite viral aguda, comum em lactentes, é uma doença autolimitada cujo tratamento é primariamente de suporte. Medidas como hidratação adequada, desobstrução nasal e, se necessário, oxigenoterapia, são as que possuem maior evidência de benefício, enquanto corticoides, broncodilatadores e adrenalina não são recomendados de rotina.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causá-la. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância e desconforto respiratório. O diagnóstico da bronquiolite é clínico, baseado nos sintomas típicos de infecção viral de vias aéreas superiores seguida por taquipneia, sibilância e tiragem. Exames complementares como radiografia de tórax e pesquisa viral não são rotineiramente necessários para o diagnóstico, mas podem ser úteis em casos atípicos ou para exclusão de outras condições. A gravidade é avaliada pelo grau de desconforto respiratório, saturação de oxigênio e capacidade de hidratação. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte. As medidas com maior evidência de benefício incluem hidratação adequada (oral ou intravenosa, conforme a tolerância), desobstrução das vias aéreas superiores com soro fisiológico e, se necessário, oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores (como salbutamol), corticoides sistêmicos ou inalatórios, ou adrenalina nebulizada na maioria dos casos. A equipe médica deve orientar os pais sobre os sinais de alerta para piora e a importância de manter o lactente hidratado e confortável.
A bronquiolite viral aguda geralmente se manifesta com pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse), seguidos por taquipneia, sibilância, tiragem e, em casos mais graves, desconforto respiratório e cianose. A febre pode estar presente.
A conduta inicial para bronquiolite é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada (oral ou intravenosa), desobstrução das vias aéreas superiores (lavagem nasal com soro fisiológico) e monitoramento. Oxigenoterapia é indicada se a saturação de oxigênio for persistentemente <90-92%.
Corticoides e broncodilatadores (como salbutamol) não são recomendados de rotina porque a maioria dos estudos não demonstra benefício clínico significativo na bronquiolite viral aguda. A fisiopatologia da bronquiolite envolve inflamação e edema de pequenas vias aéreas, que respondem mal a esses medicamentos, e seu uso pode gerar efeitos adversos.
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