Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e Agente Etiológico

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Lactente masculino, 5 meses de idade, é levado à UBS com história de quadro de tosse há, aproximadamente, 36 horas, tendo apresentado, hoje, “respiração mais rápida”, com a “barriga subindo e descendo” (SIC). Nega febre. Na véspera, usou nebulização com soro fisiológico. A criança nasceu de parto natural a termo; ficou em alojamento conjunto e usa aleitamento materno exclusivo. Nunca havia apresentado quadro semelhante. Ao exame ativo, hidratado, Temperatura: 37,7°C; FR: 50ipm; FC: 128bpm. Ausculta cardiovascular sem alterações: Aparelho respiratório – há tiragem intercostal e subdiafragmática; ausculta mostra roncos esparsos e sibilos disseminados. Abdome globoso, timpânico, com fígado palpável sob o rebordo costal direito. Sem outros achados dignos de nota.Com base no caso, indique o nome do agente etiológico mais provável.

Alternativas

Pérola Clínica

Lactente < 1 ano + tosse + sibilância + desconforto respiratório + febre baixa → Bronquiolite viral aguda (VSR).

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância e desconforto respiratório em lactentes menores de 2 anos, especialmente nos primeiros 6 meses de vida, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos) de lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização por doença respiratória em menores de um ano. Sua epidemiologia mostra picos sazonais, geralmente no outono e inverno, e a importância clínica reside no potencial de causar desconforto respiratório grave. A fisiopatologia envolve a inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, produção de muco e obstrução das vias aéreas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, responsável por 70-80% dos casos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e sinais de desconforto respiratório, como tiragem intercostal e subdiafragmática. A ausculta pulmonar revela sibilos disseminados e roncos esparsos. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, focando na manutenção da oxigenação e hidratação. Oxigenoterapia, aspiração de secreções e suporte nutricional são pilares do manejo. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja indicação específica. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem ter episódios recorrentes de sibilância na infância.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os principais sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes incluem tosse, coriza, febre baixa, taquipneia, sibilância, tiragem intercostal e subdiafragmática, e batimento de asas nasais, indicando desconforto respiratório.

Qual o agente etiológico mais comum da bronquiolite?

O agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos, especialmente em lactentes menores de um ano. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza e adenovírus.

Como diferenciar bronquiolite de asma em crianças pequenas?

A bronquiolite é geralmente o primeiro episódio de sibilância em lactentes, associada a infecção viral e com resolução espontânea. A asma, por outro lado, tende a ser recorrente, com histórico familiar de atopia e resposta a broncodilatadores, embora o diagnóstico diferencial possa ser desafiador em crianças pequenas.

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