Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020
Lactente de 6 meses previamente hígido foi levado à UPA com história de febre aferida de 37,8°C por 2 dias que posteriormente evoluiu com coriza hialina e tosse seca. Ao exame físico: regular estado geral, corado, hidratado, TAX:37°C. Ausculta cardíaca sem anormalidades. FC: 130 bpm. Ausculta pulmonar com sibilos e crepitações inspiratórias difusas, presença de tiragem subcostal e intercostal, FR: 75 irpm. Saturação O2: 88% em ar ambiente. Radiografia de tórax apresentava infiltrado intersticial difuso e hiperinsuflação torácica difusa. Qual o provável diagnóstico?
Lactente < 1 ano com pródromos virais + desconforto respiratório + sibilos + hiperinsuflação RX = Bronquiolite viral aguda.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, caracterizada por pródromos virais seguidos de desconforto respiratório, tosse, sibilos e crepitações. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação e infiltrado intersticial, confirmando o diagnóstico clínico.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum do trato respiratório inferior que afeta principalmente lactentes menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. É caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas (bronquíolos), sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. A doença tem um padrão sazonal, com maior ocorrência nos meses de outono e inverno. O quadro clínico típico inicia-se com pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza hialina, tosse seca, febre baixa), que evoluem para desconforto respiratório. Os sinais incluem taquipneia, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asas nasais, sibilos e crepitações inspiratórias difusas à ausculta pulmonar. A hipoxemia é comum em casos moderados a graves. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na idade do paciente, história e exame físico. A radiografia de tórax pode auxiliar, mostrando achados como hiperinsuflação torácica difusa e infiltrado intersticial difuso. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso inclui oxigenoterapia para hipoxemia (SatO2 < 90-92%), hidratação oral ou intravenosa, e aspiração de secreções nasais. Broncodilatadores e corticoides geralmente não são recomendados de rotina, mas podem ser testados em casos selecionados. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.
O principal agente etiológico é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 70-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza, influenza e adenovírus.
Os achados radiológicos mais comuns são hiperinsuflação pulmonar (retificação do diafragma, aumento dos espaços intercostais) e infiltrado intersticial difuso, que podem ser acompanhados de atelectasias laminares.
A bronquiolite geralmente apresenta pródromos virais, sibilos e crepitações difusas, e radiografia com hiperinsuflação e infiltrado intersticial. A pneumonia bacteriana tende a ter febre mais alta, aspecto mais tóxico, e radiografia com consolidação lobar ou broncopneumonia.
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