UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2017
Lactente de 3 meses é internado com quadro de taquidispneia há dois dias. Segundo a mãe, o mesmo teve início com obstrução nasal, tosse e febre baixa não aferida. O pai da criança está resfriado. Na história gestacional e do parto, a criança nasceu de parto cesáreo e foi prematura de 31 semanas. A mãe refere que foi encaminhada para a criança receber uma injeção que deveria ser realizada antes do início do outono, mas não conseguiu levá-la a tempo. Ao exame, a criança está em bom estado geral, hidratada e afebril, porém apresenta FR=56 ipm, tiragem subcostal moderada e saturação de O2 de 90%. A ausculta respiratória revela sibilos difusos e a ausculta cardíaca é normal. O fígado encontra-se a 3 cm do RCD. O pediatra faz uma prova terapêutica com beta 2 agonista, mas mesmo depois de três nebulizações não há mudança do quadro. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação e pequena área de atelectasia em lobo superior esquerdo. Considerando o caso descrito, responda: Justifique a ausência de resposta ao beta 2 neste caso.
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