HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Paciente de um ano de idade chega ao pronto-socorro com tosse há cinco dias, de início seca e, a seguir, produtiva, associada a dispneia progressiva e surgimento de sibilância. Apresenta coriza hialina e febre baixa. Antecedentes pessoais: nasceu prematuro e permaneceu na UTI neonatal por 30 dias, com uso de ventilação pulmonar mecânica por 15 dias. Ao exame físico, apresenta-se: em regular estado geral; com desnutrição leve; hidratado; afebril; corado; com cianose de extremidades; FR = 80 irpm. Na inspeção torácica, é observado uso de musculatura acessória importante, e, na ausculta pulmonar, presença difusa de sibilos e estertores subcrepitantes. Diante desse caso, qual é o provável diagnóstico?
Lactente < 2 anos, prematuro, sibilância, dispneia, coriza, febre baixa → Bronquiolite viral aguda.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, especialmente em prematuros, caracterizada por obstrução das pequenas vias aéreas. Os sintomas incluem tosse, coriza, febre baixa, dispneia, sibilância e estertores, com sinais de desconforto respiratório.
A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns e clinicamente significativas em lactentes, sendo a principal causa de hospitalização em crianças menores de um ano. É caracterizada por inflamação e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando a edema, produção de muco e obstrução, manifestando-se clinicamente por sibilância e desconforto respiratório. O quadro clínico típico inclui pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse seca, febre baixa), seguidos por tosse produtiva, dispneia progressiva e sibilância. Ao exame físico, são comuns taquipneia, uso de musculatura acessória, tiragem intercostal e subcostal, e na ausculta pulmonar, sibilos difusos e estertores subcrepitantes. Lactentes prematuros, como no caso descrito, têm maior risco de desenvolver formas graves da doença devido à imaturidade pulmonar e imunológica. O diagnóstico é clínico, e o manejo é principalmente de suporte, com foco na oxigenação, hidratação e desobstrução das vias aéreas. Para residentes, é fundamental diferenciar a bronquiolite de outras causas de sibilância em lactentes, como a crise de asma, e reconhecer os sinais de gravidade que indicam a necessidade de internação e suporte ventilatório. A prevenção, especialmente com a imunoprofilaxia para VSR em grupos de risco, é uma estratégia importante.
O principal agente etiológico é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza e adenovírus.
Prematuros têm vias aéreas menores e imaturidade pulmonar e imunológica, o que os torna mais vulneráveis a infecções respiratórias graves, com maior risco de hospitalização e complicações.
A bronquiolite é uma primeira infecção viral que causa sibilância em lactentes (< 2 anos), enquanto a asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas, geralmente com histórico de episódios recorrentes de sibilância e atopia.
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