SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Um lactente de 15 meses de vida foi levado ao pronto atendimento pela segunda vez em cinco dias. Na primeira visita, apresentava febre (máx. = 38 ºC), tosse e rinorreia. Foi atendido e liberado com orientação de limpeza nasal e antitérmico. No quinto dia, a mãe retornou com o filho, referindo que a criança está há 24 horas afebril, porém observou piora da tosse e dispneia. Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, desidratado 1+/4+, com Tax = 36,8 ºC, FR = 50 irpm, SatO2 = 89% em a.a., sibilos expiratórios, discreta tiragem intercostal e ausência de cianose. Realizou testes rápidos para Sars-CoV-2 e influenza A, os quais foram negativos.Quanto à provável etiologia nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Lactente <2 anos, quadro viral, sibilância, dispneia, hipoxemia → Bronquiolite por VSR.
O quadro clínico de lactente com pródromos virais, seguido de piora respiratória com sibilância e hipoxemia, é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) a etiologia mais comum nessa faixa etária.
A bronquiolite viral aguda é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico, responsável por 50-80% dos casos, seguido por rinovírus, adenovírus e influenza. A doença é sazonal, com picos no outono e inverno, e representa uma causa significativa de hospitalização pediátrica. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. Clinicamente, após um pródromo de sintomas de via aérea superior, a criança desenvolve tosse, taquipneia, sibilância, tiragem intercostal e, em casos graves, hipoxemia. O diagnóstico é clínico, baseado na idade e nos achados do exame físico. Testes virais podem ser úteis para vigilância epidemiológica, mas não alteram a conduta na maioria dos casos. O tratamento é primariamente de suporte, com foco na manutenção da oxigenação e hidratação. A oxigenoterapia é indicada para saturação abaixo de 90-92%. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A prevenção em grupos de alto risco pode ser feita com palivizumabe. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais de gravidade e iniciar o suporte adequado.
Os sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem intercostal e, em casos mais graves, hipoxemia e dificuldade para se alimentar.
A conduta inicial envolve suporte respiratório com oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%, hidratação adequada e monitorização. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente indicados.
A bronquiolite é um primeiro episódio de sibilância em lactentes, geralmente <2 anos, associado a infecção viral. Asma envolve episódios recorrentes de sibilância, frequentemente com histórico familiar de atopia.
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