SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Paciente GHSF, 4 meses e 3 dias, vem trazido pela mãe para consulta. Mãe refere que criança iniciou há 1 semana com tosse, com piora há 1 dia, percebeu que seu filho está mais cansado durante as mamadas e que a boca está ficando um pouco arroxeada quando chora. Vem mantendo aleitamento materno exclusivo, sem diminuição do apetite. Nega alterações urinárias e intestinais. Ao exame físico, nota-se frequência respiratória de 58 rpm, frequência cardíaca de 148 bpm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente, temperatura de 36,6ºC, obstrução nasal, oroscopia sem alterações, ausculta cardíaca sem alterações, tiragem subcostal bilateral, ausculta pulmonar com sibilos difusos e esparsos. Qual agente etiológico é o principal responsável pelo quadro de bronquiolite viral aguda deste paciente?
Bronquiolite viral aguda em lactentes < 1 ano → VSR é o principal agente etiológico.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda em lactentes, especialmente em crianças menores de um ano. O quadro clínico típico inclui tosse, sibilância, taquipneia e desconforto respiratório.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. É uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de um ano, especialmente durante os meses de outono e inverno. A compreensão de sua etiologia e apresentação clínica é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente da bronquiolite, responsável pela maioria dos casos. Outros vírus, como Rinovírus, Parainfluenza e Adenovírus, também podem causar bronquiolite, mas com menor prevalência. A infecção pelo VSR leva à necrose do epitélio bronquiolar, edema e produção de muco, resultando em obstrução das vias aéreas e sibilância. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de infecção viral de vias aéreas superiores seguida por tosse, taquipneia e sibilância. O tratamento da bronquiolite viral aguda é primariamente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Não há tratamento antiviral específico rotineiramente recomendado. A prevenção, especialmente em grupos de risco, pode ser feita com palivizumabe. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância. É crucial que residentes e estudantes de medicina saibam identificar os sinais de gravidade para indicar a hospitalização e o suporte respiratório quando necessário.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda, sendo responsável por 50-80% dos casos em lactentes, especialmente nos meses de inverno.
Os sintomas incluem tosse, rinorreia, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem subcostal e, em casos mais graves, cianose perioral e dificuldade para mamar devido ao desconforto respiratório.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico. A conduta é principalmente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia se necessário, e aspiração de vias aéreas superiores para aliviar a obstrução nasal.
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