UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Criança de 6 meses deu entrada no pronto socorro com quadro de cansaço, chiado no peito e tosse seca nos últimos dois dias associados a febre de 39°C. Ao exame, frequência respiratória de 55 ipm, ausculta respiratória com sibilos difusos, tiragem subcostal e batimento de asa de nariz. O diagnóstico mais provável é:
Lactente < 1 ano com 1º episódio de sibilância, tosse, taquipneia e febre → Bronquiolite viral aguda.
O quadro clínico de lactente com menos de 1 ano apresentando pródromos de IVAS seguidos por tosse, sibilância, taquipneia e desconforto respiratório, especialmente no primeiro episódio de chiado, é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda, sendo o VSR o agente etiológico mais comum.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos) de lactentes e crianças pequenas, geralmente com menos de 2 anos de idade. É a principal causa de hospitalização em lactentes e é mais frequentemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), embora outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também possam ser responsáveis. A inflamação e o edema dos bronquíolos levam à obstrução das vias aéreas, resultando em sibilância e desconforto respiratório. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse leve, febre baixa), que evoluem para tosse mais intensa, taquipneia, sibilância (chiado no peito), tiragens e, em casos mais graves, batimento de asa de nariz e cianose. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico. A ausculta pulmonar revela sibilos difusos e crepitações. Exames complementares como radiografia de tórax e pesquisa viral não são rotineiramente necessários para o diagnóstico, mas podem ser úteis em casos atípicos ou graves. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo hidratação adequada, aspiração de secreções nasais e oxigenoterapia se houver hipoxemia. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticosteroides ou antibióticos. A prevenção em grupos de risco é feita com Palivizumabe. É crucial diferenciar a bronquiolite de outras causas de sibilância em lactentes, como asma (que geralmente se manifesta com episódios recorrentes) e pneumonia (que pode ter achados focais na ausculta e radiografia).
O diagnóstico é clínico, baseado em pródromos de IVAS, seguido por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações em um lactente, geralmente no primeiro episódio de sibilância.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por 50-80% dos casos, especialmente em crianças menores de 2 anos.
A bronquiolite é tipicamente o primeiro episódio de sibilância em lactentes, associado a infecção viral. A asma em lactentes é um diagnóstico de exclusão, considerado após episódios recorrentes de sibilância, muitas vezes com histórico familiar de atopia.
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