Bronquiolite Viral Aguda: Critérios de Internação em Lactentes

HIVS - Hospital Infantil Varela Santiago (RN) — Prova 2016

Enunciado

Lactente de 45 dias é atendido na Emergência com quadro de bronquiolite viral aguda. Mãe relata prematuridade de 35 semanas, AIG, não necessitando de suporte ventilatório. Exame físico: regular estado geral, dispneia, FR=72 inc/min, sem tiragem, MV(murmúrio vesicular) presente e diminuído universalmente, com sibilos esparsos. Exames complementares: saturação de O² de 95% em O² ambiente, RX de tórax com pulmões hiperinsuflados com reforço da trama broncovascular. O pediatra assistente decide pela internação hospitalar. As alterações clínicas ou laboratoriais que determinam essa decisão foram:

Alternativas

  1. A) Idade e FR elevada. 
  2. B) Radiografia de tórax e idade.
  3. C) Estado geral e prematuridade.
  4. D) Saturação de O² e prematuridade.
  5. E) Radiografia de tórax e saturação de O².

Pérola Clínica

Internação BVA: Idade < 3 meses, prematuridade, FR ↑, saturação ↓, comorbidades.

Resumo-Chave

A decisão de internar um lactente com bronquiolite viral aguda é baseada em fatores de risco para doença grave, como idade inferior a 3 meses, prematuridade e sinais de desconforto respiratório significativo, como taquipneia acentuada.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda (BVA) é a infecção respiratória baixa mais comum em lactentes, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Caracteriza-se por inflamação e edema das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e desconforto respiratório. A doença é mais grave em lactentes jovens, prematuros e aqueles com comorbidades, sendo uma das principais causas de internação hospitalar pediátrica. A decisão de internação em BVA é multifatorial, baseada em idade, fatores de risco e gravidade clínica. Lactentes com menos de 3 meses de idade, prematuros, com cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas ou imunodeficiências, mesmo com quadros moderados, têm maior risco de descompensação e necessitam de monitoramento hospitalar. Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada (FR > 60-70 irpm, dependendo da idade), tiragem intercostal/subcostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose e saturação de oxigênio persistentemente baixa (< 90-92%). O tratamento da BVA é primariamente de suporte, com oxigenoterapia se houver hipoxemia, hidratação adequada e aspiração de vias aéreas superiores. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A internação permite monitoramento contínuo da saturação de oxigênio, frequência respiratória e cardíaca, além de acesso a suporte ventilatório se necessário. A alta hospitalar deve ser considerada quando o lactente estiver clinicamente estável, com boa saturação em ar ambiente e ingestão oral adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para bronquiolite viral aguda grave em lactentes?

Os principais fatores de risco incluem idade inferior a 3 meses, prematuridade (especialmente < 32 semanas), cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica (ex: displasia broncopulmonar) e imunodeficiências.

Por que a idade de 45 dias é um fator determinante para internação na bronquiolite?

Lactentes muito jovens (especialmente < 3 meses) têm vias aéreas menores e menor reserva pulmonar, tornando-os mais vulneráveis a obstrução e insuficiência respiratória, justificando a internação para monitoramento.

Qual o significado de uma frequência respiratória de 72 inc/min em um lactente com bronquiolite?

Uma FR de 72 inc/min é significativamente elevada para um lactente de 45 dias, indicando taquipneia grave e esforço respiratório, um sinal de alerta para a necessidade de suporte e monitoramento hospitalar.

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