Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2019

Enunciado

As afirmativas seguintes se referem à bronquiolite viral aguda (BVA). Coloque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas.( ) Há evidências de que BVA se associa à sibilância recorrente e asma em longo prazo.( ) O diagnóstico de BVA requer a confirmação laboratorial, Raio x do tórax e, se viável, detecção do vírus por reação de cadeia de polimerase (PCR).( ) Em face de asma representar o principal diagnóstico diferencial de BVA, para todas as crianças hospitalizadas com BVA, estão indicados corticoides sistêmicos e beta2 adrenérgicos de ação rápida por via inalatória.( ) Os seguintes fatores: dificuldade de ingerir líquidos, frequência respiratória acima de 60 irpm, cianose, apneia e saturação transcutânea de oxigênio (Sat0₂) < 94%, isoladas ou combinadas, são indicativos de BVA grave e por conseguinte de internação hospitalar.( ) Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o anticorpo monoclonal palizumabe é indicado para uso em recém- nascidos prematuros menores de 28 semanas de idade gestacional durante o primeiro ano de nascimento com início no período de pré-sazonalidade de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR).A sequência correta é:

Alternativas

  1. A) V-F-V-F-V
  2. B) V-F-F-F-V
  3. C) V-F-F-V-F
  4. D) V-F-V-V-V
  5. E) F-V-V-F-V

Pérola Clínica

BVA: diagnóstico clínico, sem RX/PCR rotina. Palivizumabe para prematuros <28 semanas no 1º ano.

Resumo-Chave

A bronquiolite é um diagnóstico clínico, e exames complementares como raio-x e PCR não são rotineiramente necessários para sua confirmação. O tratamento é de suporte, e corticoides/beta2 agonistas não são indicados para todas as crianças, especialmente sem histórico de asma.

Contexto Educacional

Bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com pico de incidência nos primeiros 6 meses de vida. É uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas, sendo crucial para residentes compreenderem sua apresentação e manejo. O diagnóstico de BVA é clínico, baseado na história de pródromos virais e sinais de desconforto respiratório (taquipneia, sibilância, tiragens). Exames complementares como radiografia de tórax e detecção viral por PCR não são necessários para o diagnóstico de rotina, mas podem ser úteis em casos atípicos ou para vigilância epidemiológica. O tratamento da BVA é essencialmente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia se SatO2 < 90-92%, e aspiração de vias aéreas. Corticoides e broncodilatadores não são recomendados rotineiramente. A profilaxia com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco, como prematuros extremos, para reduzir a gravidade da infecção por VSR.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para internação hospitalar na bronquiolite viral aguda?

Fatores como dificuldade de ingerir líquidos, frequência respiratória acima de 60 irpm, cianose, apneia e saturação transcutânea de oxigênio (SatO₂) < 94% (isolados ou combinados) indicam BVA grave e necessidade de internação.

O uso de corticoides e broncodilatadores é indicado para todas as crianças com BVA?

Não, corticoides sistêmicos e beta2-adrenérgicos de ação rápida não são indicados rotineiramente para todas as crianças com BVA, especialmente sem histórico de asma. O tratamento é primariamente de suporte.

Quais são as indicações do palivizumabe na prevenção da infecção por VSR?

Segundo o Ministério da Saúde, o palivizumabe é indicado para recém-nascidos prematuros menores de 28 semanas de idade gestacional durante o primeiro ano de vida, no período de pré-sazonalidade do VSR.

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